Como iluminar pessoas (retrato e beleza)

Quando vamos fotografar pessoas, podemos simplesmente fazer um retrato ou, mais especificamente, fazer uma foto para ressaltar a maquiagem ou o penteado. Neste caso chamamos de foto de beleza. Apesar de em ambos os casos estarmos fotografando pessoas, as iluminações mudam um pouco. Na foto de beleza, a iluminação é um pouco mais padronizada, pois tem que iluminar bem o rosto da modelo para evidenciar bem a maquiagem. Já a fotografia de retrato a luz é um pouco mais flexível, permite mais sombras e volumes. Mas isso não quer dizer que não podemos usar uma iluminação de retrato para beleza ou vice versa. Na fotografia tudo é possível dependendo da intenção do fotógrafo.

A Escola de Fotografia Áurea Fotográfica possui um estúdio completo para todo tipo de iluminação. Nós oferecemos um curso específico para iluminação de retrato, beleza e moda. Venha estudar conosco e a prender todos os detalhes de como usar o fotômetro de mão e montar esquemas de luzes que deixarão suas fotos de arrasar! Acesse o site a escola para mais informações: www.aureafotografica.com.br

A seguir, para dar um gostinho do quanto de quero mais, apresentamos uma série de vídeos selecionados do youtube que mostram esquemas de iluminação de pessoas. São mostrados tanto iluminações específicas para retratos quanto as específicas para beleza. Os vídeos foram colocados numa ordem gradual de complexidade a fim de tornar o post mais didático.

O primeiro vídeo é bem didático e mostra vários tipos de iluminação. Preste atenção nos nomes que o fotógrafo dá para cada esquema de iluminação, pois esses nomes são bastante utilizados no ramo da fotografia.

O próximo vídeo começa com uma explicação teórica sobre o softbox octagonal. Se você não quiser ver essa parte, pule direto para o minuto 3:09 no qual o fotógrafo começa a demonstrar na prática a iluminação de retratos. A primeira dica dele é deixar o softbox o mais próximo possível da modelo, para que a luz seja bem suave. No segundo exemplo, o fotógrafo usa o softbox octagonal como fundo para conseguir um branco puro. Um segundo softbox é usado à frente da modelo para iluminá-la. Um rebatedor completa a iluminação, suavizando as sombras. Note que esse é o esquema chamado de butterfly no vídeo anterior. Esse é o esquema mais indicado para foto de beleza.

O vídeo a seguir mostra um esquema padrão de três luzes para retrato. Esse esquema é muito utilizado e confere um efeito bonito. Portanto, se você não quer errar, use-o. O esquema de três luzes funciona da seguinte maneira: Uma luz principal é colocada à frente, deslocada para o lado do modelo, num ângulo de 45º. Uma luz de preenchimento é colocada também à frente do modelo, só que do lado oposto, também à 45º. Essa luz de preenchimento serve apenas para suavizar as sombras provocadas pela luz principal. Portanto, ela deve ter a metade da potência da luz principal. Não deixe a luz de preenchimento na mesma  potência da luz principal porque senão você não terá as variações de luz e sombra necessárias para dar volume ao rosto do modelo. No caso do vídeo é usado apenas um rebatedor branco como luz de preenchimento. Por fim, uma terceira luz é colocada atrás do modelo para criar um contorno e destacá-lo do fundo. Essa contra luz deve estar do lado oposto da luz principal. Veja o vídeo e confira a iluminação.

O vídeo seguinte também mostra o esquema de três luzes para retrato. O vídeo foi colocado aqui apenas para que esse esquema de luz fique melhor explicado, já que se trata de uma iluminação muito utilizada.

O próximo vídeo mostra novamente o modelo butterfly. O vídeo é bem longo e o começo é desnecessário, portanto, não perca tempo e pule logo para o minuto 2:50. O fotógrafo mostra a iluminação clássica para a foto de beleza: a luz butterfly que consiste numa fonte de luz principal frontal um pouco mais acima da cabeça da modelo. No caso, o fotógrafo ao invés de usar um softbox usou um beauty dish que consiste num refletor parabólico com um protetor para a lâmpada. Abaixo da modelo foi colocado um rebatedor prateado. O fotógrafo ainda usou um espelho retangular para iluminar os olhos da modelo.

O último vídeo mostra um esquema de iluminação bastante sofisticado, utilizando cinco fontes de luz. O esquema segue o princípio básico da iluminação butterfly. A luz principal é um beauty dish logo à frente da modelo. Um rebatedor é utilizado abaixo para minimizar as sombras. Dois softboxes são colocados nas laterais, um pouco mais atrás da modelo, para servirem de contra luz e criar um contorno luminoso na modelo. Uma quarta luz é colocada sobre a cabeça da moça e serve para dar brilho ao cabelo. Finalmente, uma quinta lâmpada é direcionada para o fundo para criar um degradê e não deixar a imagem tão chapada.

Gostou dos vídeos? Ficou com vontade de fazer tudo isso na prática? Acesse o site a escola para mais informações: www.aureafotografica.com.br

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Como iluminar alimentos

Iluminar alimento é muito fácil, basta seguir o seguinte princípio: a luz principal é uma contraluz muito suave, ou seja, grande. Ela vem por trás do alimento e serve para ressaltar o volume, a textura e dar brilho às partes molhadas. Para conseguir essa luz podemos usar uma iluminação natural de uma janela ou usar um grande softbox.

Montada a luz principal, é hora de pensar numa luz secundária, que vai apenas minimizar as sombras provocadas pela luz principal. Essa luz secundária pode estar em um dos lados do alimento ou mesmo iluminá-lo por frente. Ela também deve ser suave, ou seja, provocar sombras com contornos pouco definidos. A luz secundária nem sempre precisa ser uma nova lâmpada, ela pode ser simplesmente um isopor branco ou um espelho que irá refletir a luz vinda por trás do alimento.

Se quiser montar uma iluminação mais sofisticada, então podemos usar uma terceira fonte de luz, essa sim pode ser mais dura, ou seja, ter o contorno da sombra mais definido. Essa terceira luz preferencialmente será colocada em um dos lados do alimento ligeiramente mais atrás dele, para que sua iluminação seja rasante e ressalte bem a textura e o brilho dos elementos que compõem a comida.

A Escola de fotografia Áurea Fotográfica oferece cursos de iluminação em estúdio para produtos, no qual ensinamos não só iluminação de alimentos, mas também de vidros, metais e materiais opacos. Confira o cronograma do curso na página da escola: www.aureafotográfica.com.br

Para mostrar um pouco as possibilidades e facilitar o entendimento sobre a iluminação de alimentos, foi selecionado um conjunto de vídeos que mostra diferentes esquemas de luz. Cada vídeo traz uma especificidade na montagem da iluminação e o conjunto deles dará uma boa noção de como iluminar os alimentos ressaltando suas qualidades e deixando-os com uma aparência bem apetitosa. os vídeos foram colocados em uma sequência que vai desde a iluminação mais simples até à mais complexa. O último vídeo não trata de iluminação propriamente dita, mas traz várias dicas de composição e detalhes que devem ser atentados na hora de fotografar alimentos.

O primeiro vídeo é bastante simples e mostra um esquema básico de iluminação: uma contraluz para criar textura e uma luz lateral para criar volume. Do lado oposto à luz lateral é colocado um rebatedor de papel branco para suavizar as sombras.

O segundo vídeo também é bastante simples e mostra um esquema básico de iluminação usando apenas duas fontes de luz. Uma no fundo para fazer a contraluz e outra à direita do prato. A contraluz dará o brilho necessário à comida e rassaltará a textura do alimento. A luz à direita suavizará as sombras não deixando a foto escura ou contrastada. Observe que para as duas fontes de luz são usados softboxes que deixam as luzes bem suaves.

O terceiro vídeo mostra como iluminar um alimento utilizando flashes dedicados (TTL). Isso é bem bacana, pois esses flashes são bem comuns e acessíveis. Preste atenção que o fotógrafo utiliza o princípio básico da iluminação de alimento, que é uma luz vindo de trás. Para isso isso ele coloca um bloqueador no flash para impedir que a luz atinja diretamente a comida. Assim, o flash ilumina o fundo branco que devolve a luz e ilumina o bolo por trás.

Um segundo flash com uma sombrinha difusora é usado do lado direito para minimizar as sombras formadas na frente da comida.

Quando ele dá um exemplo com o fundo escuro, é interessante notar como ele coloca um guardanapo branco atrás do bolo para realçar os canudinhos que são escuros.

O começo do quarto vídeo mostra apenas a preparação do prato, portanto, se você quiser ver apenas  como é montada a iluminação, pule para o minuto 3:40. o esquema de luz montado pelo fotógrafo é o mesmo mostrado nos vídeos anteriores. O legal do vídeo é que o fotógrafo vai fazendo as fotos experimentalmente e ajustando o que é necessário para que a imagem fique ao seu gosto. Um exemplo, é quando ele aumenta a potência do flash frontal para que as sombras não fiquem tão marcadas.

O próximo vídeo é um pouco longo, porém muito didático. O fotógrafo além de explicar detalhadamente como montou a iluminação, também mostra o cuidado que temos que ter com a preparação da comida, como é o caso de quando ele recheia o bolo com o creme branco.

Quanto à montagem da iluminação, note que ele usa uma grande luz difusa atrás e ligeiramente desçlocada para a esquerda do alimento. Depois ele coloca uma luz pontual à direita para ressaltar a textura do chocolate na fatia do bolo. Ele completa a iluminação colocando um espelho à frente e à esquerda do bolo para iluminar o lado cortado da fatia e minimizar as sombras. Note também que ele coloca um rebatedor branco para criar um reflexo na espátula e não deixá-la tão escura. Esse tipo de reflexo é muito importante nos metais.

O próximo vídeo se inicia com uma entrevista, apenas no minuto 2:57 o fotógrafo mostra como monta a iluminação e faz a foto. Para a iluminação o fotógrafo utiliza um grande softbox sobre o alimento. Essa luz ainda é suavizada com uma tela difusora que pode ser feita de nylon ou papel vegetal. É utilizada uma luz dura atrás, ligeiramente deslocada para a direita para realçar a textura do alimento. Papéis brancos são colocados em toda volta do alimento para rebater a luz e suavizar as sombras.

A partir do minuto 7:35 eles mostram alguns instrumentos utilizados para a preparação da comidaa ser fotografada. Mas o vídeo peca nessa parte, pois eles só comentam sobre esses materiais, mas não mostram como usá-los ou qual o resultado obtido.

O próximo vídeo não é exatamente um tutorial de como montar uma iluminação. O fotógrafo comenta muito rapidamente sobre o assunto, mas as imagens são suficientes para entendermos o processo. O início do vídeo mostra mais a preparação da comida. Apenas no minuto 2:55 é que é mostrado o esquema de iluminação. No minuto 4:55 ele mostra um jeito simples de fotografar um prato visto de cima: monte a mesa no chao! Com isso voc~e pode usar o seu tripé comum.

O vídeo seguinte mostra como a produção da comida deve ser cuidadosa. Cada pedacinho de tomate ou chocolate granulado deve ser cuidadosamente colocado um a um para que a produção fique bem composta e pareça apetitosa. Além disso, eles mostram como pequenos espelhos podem ser usados para iluminar pontos específicos da comida.

Por fim, o último vídeo mostra dicas de como montar a produção de comida, quais pratos usar, como dispor o alimento, uso de utensílios e ingredientes para compor a cena. O audio é em inglês, mas a narradora fala bem devagar, assim, quem tem um inglês intermediário já consegue entendê-la.  É um vídeo cheio de dicas simples que ajuda você a pensar nos diferentes detalhes no momento de fotografar. Uma dica legal é deixar suas fotos bem brilhantes e claras. Isso faz a comida parecer mais fresca e gostosa.

Gostou das dicas? Que tal sair da teoria e ir para a prática? Venha aprender conosco não só as dicas de iluminação, mas também como fazer um sorvete falso que não derrete, como dar brilho na carne e como simular uma bebida gelada. Confira o cronograma do curso na página da escola: www.aureafotográfica.com.br

Como iluminar garrafas e copos

A iluminação de garrafas e copos pode parecer complicada para principiantes, porém, torna-se bastante simples ao utilizarmos o princípio básico da iluminação de objetos de vidro: uma contra luz para iluminar os objetos por trás e ressaltar sua transparência.

A seguir é apresentada uma série de vídeos selecionados na internet que mostram diferentes maneiras de se fotografar vidro. Cada vídeo traz uma técnica ou dica diferente. No conjunto eles dão uma boa noção de como deve ser montada a iluminação para a fotografia de garrafas, copos e taças.

Os vídeos são bastante didáticos e dá pra aprender muita coisa, mas se você quiser se aperfeiçoar mesmo, nada melhor do que fazer na prática. Até mesmo porque os vídeos não mostram como fazer a fotometria de cada luz. A Escola de Fotografia Áurea Fotográfica oferece um curso de iluminação em estúdio que ensina não só a iluminação de vidros, mas também as técnicas de iluminação de metais, alimentos e objetos com textura. Para ter um aprendizado efetivo e na prática, venha estudar conosco. Informe-se pelo site da escola: www.aureafotografica.com.br

O primeiro vídeo mostra a técnica da luz rebatida, ou seja, você ilumina o fundo e, como o vidro é transparente, podemos ver o fundo iluminado atrás. Essa é a técnica mais simples e pode ser feita com uma única fonte de luz. O vídeo traz um exemplo para fundo branco e fundo preto. Em ambos os casos, observe como o uso de placas de papel branco ou preto são usadas como rebatedores ou bloqueadores de luz para ressaltar o contorno da taça. Para o fundo preto, o segredo é deixar duas frestas de luz nas laterais da taça.

O segundo vídeo mostra como fotografar um copo de cerveja com fundo escuro. Este continua sendo um exemplo de luz rebatida, porém montada de outra maneira. Neste caso foi utilizado um grande softbox sobre o copo para iluminar a espuma. Depois, para mostrar a transparência da cerveja, foi colocado um pedaço de papel branco ligeiramente inclinado trás do copo. Dessa maneira, o papel refletiu a luz que vinha por cima.

O líquido borrifado no copo para dar a sençaão de transpiração é uma mistura de 50% de água e 50% de glicerina líquida. Ao borrifar essa mistura sobre o copo, tome cuidado de proteger a parte com espuma, pois, teoricamente, essa parte do copo não estaria gelada o suficiente para condensar a água por fora.

O próximo vídeo mostra como fotografar uma garrafa de refrigerante utilizando uma luz direta atrás da garrafa. Neste caso é utilizado um softbox (na verdade um striplight, por ser fino e comprido) que além de mostrar a transparência do vidro também deixa um fundo completamente branco (esse fundo branco uniforme também pode ser conseguido com a luz rebatida já comentada anteriormente). Observe que atrás da contraluz tem um painel preto que vai fazer o contorno preto na garrafa. Conforme você aproxima ou distancia a contraluz da garrafa, você aumenta ou diminui esse contorno. O detalhe para a fotografia dessa garrafa é que é necessário utilizar outras fontes de luz para iluminar o rótulo e fazer aqueles reflexos retangulares brancos que dão volume à garrafa. O líquido usado para fazer as gotículas é a mesma mistura de glicerina e água do vídeo anterior.

O vídeo seguinte utiliza uma televisão como contraluz. É um jeito simples de se conseguir o mesmo efeito obtido com um softbox profissional. O interessante do vídeo é mostrar como a luz se inverte ao atravessar os copos com água. É importante ter isso em mente principalemte na hora de posicionar placas prancas ou pretas atrás dos copos ou garrafas para acentuar seus contornos. O vídeo está em árabe, mas as imagens bastam para entendê-lo.

O próximo vídeo mostra como fotografar uma garrafa mergulhada no gelo. O vídeo também é em árabe e o cara fala muito, portanto não perca tempo assistindo o vídeo inteiro. Veja só o trecho no minuto 1:25 para entender como ele fez a caixa de gelo com um material translúcido. Depois já pule para o minuto 2:15 para entender como a iluminação foi montada. Aqui é outro exemplo de contraluz direta obtida com um softbox embaixo de uma mesa de vidro.

O próximo vídeo mostra uma maneira diferente de fotografar uma garrafa de modo que ela fique bastante brilhante. Para isso o fotógrafo faz um molde vazado no formato da garrafa no painel do fundo da cena e depois ilumina por trás desse molde. Sinceramente, é mais fácil conseguir esse efeito no Photoshop fundindo duas fotos do que fazer essa estrutura toda. Mas o vídeo não deixa de ser interessante e nos apresenta uma mandeira a mais de se conseguir bons resultados com poucos recursos.

O vídeo a seguir mostra como fotografar uma garrafa de vinho. Como as garrafas de vinho tinto não são transparentes, não adianta usar a técnica da contraluz. Nese caso é melhor iluminar a garrafa de lado, mas sempre com uma luz muito difusa. Para isso pode-se usar softboxes, difusores na frente de lâmpadas ou placas de isopor para rebater a luz. No caso do vídeo, o fotógrafo usa uma luz vindo de cima para iluminar a tampa da garrafa e com placas de isopor ele rebate a luz para iluminar os lados. Observe como ele coloca um papel preto na frente do isospor à direita para que apareça só uma fresta dele e o reflexo na taça fique bem fininho. Por fim, o fotógrafo ilumina o fundo de baixo para cima para criar um bonito degradê. Detalhes no fundo sempre enriquecem a foto.

Os dois vídeos a seguir mostram variações de como fotografar bebidas. Tendo aprendido a iluminação básica podemos brincar com diferentes situações. No primeiro vídeo o cara fotografa um copo com aspirina. Atente para o grande softbox à esquerda que cria um reflexo retangular no copo. Para conseguir um reflexo semelhante do lado direito o fotógrafo posiciona uma placa branca à direita ligeiramente mais atrás do copo. Esses reflexos conferem volume ao copo.

No vídeo a seguir é mostrado como fotografar um copo de champanhe com um efeito de faísca. Observe que um grande difusor é colocado à direira da taça para criar um reflexo no vidro. A bebida frizante é iluminada pela vela faiscante posicionada atrás da taça.

Por fim, tendo aprendido os modelos básicos de iluminação de garrafas e copos, é hora de aprender alguns truques. O primeiro vídeo mostra como criar o efeito de uma garrafa gelada. O vídeo é bastante detalhado. Na minha opinião, com uma produção mais simples já se consegue um bom resultado. Portanto, minhas dicas são: para deixar a garrafa translúcida, parecendo gelada, utilize um spray de verniz fosco. Tome cuidado de proteger a borda do copo como o autor do vídeo faz, já que no local da espuma o copo não fica gelado. Depois espirre água com glicerina para fazer o efeito de transpiração. Só com isso já se consegue um bom resultado.

O próximo vídeo ensina três truques diferentes. O primeiro é para deixar o reflexo da garrafa mais translúcido. O procedimento é bastante simples,  basta usar um spray de laquê ou verniz fosco. O segundo truque é para deixar um cortorno branco na garrafa usando uma fita adesiva branca. O último truque consiste em pintar de branco as bordas da taça para que elas se destaquem do fundo preto. Todas as dicas são bem bacanas, por isso vale a pena assistir o vídeo.

Por fim, o último vídeo dá uma dica de como deixar as bolhinhas do refrigerente mais aparentes. Para isso basta arranhar o copo por dentro. Confira:

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Fotografia e Arte

Quando a fotografia surgiu em 1826 muito se discutiu a respeito do seu valor artístico. Diziam que a imagem era feita pela máquina e não pelo fotógrafo. Muitos teóricos da época, incluindo Baudelaire, um dos mais expressivos representantes da cultura francesa, negavam publicamente a fotografia como forma de expressão artística, alegando que “a fotografia não passa de refúgio de todos os pintores frustrados”. Ou seja, aqueles que não sabiam pintar recorriam à fotografia por esta ser um procedimento puramente técnico que não exigia nenhum dom artístico.

A fotografia como um novo advento que permitia a representação fiel da realidade conturbou o mundo cultural e artístico europeu. Acreditavam que a fotografia substituiria a pintura e o desenho. Segundo o filósofo Walter Benjamin “já se haviam gasto vãs sutilezas em decidir se a fotografia era ou não arte mas, preliminarmente, ainda não se haviam perguntado se esta descoberta não transformaria a natureza geral da arte”.(Freund, 1982)

De fato, o surgimento da fotografia alterou drasticamente o mundo da arte. Por um lado, o surgimento da fotografia fez com que a pintura procurasse outras formas de interpretação da realidade. Assim, a pintura sentiu-se obrigada a produzir imagens que a câmara fotográfica não conseguia registar. Como exemplos extremos podemos citar o cubismo e o expressionismo com suas imagens bizarras e completamente descoladas da representação fidedigna da realidade. Veja os exemplos abaixo:

 

Abordagem pictórica: a imagem tem valor por si só

Tem muita foto que não precisa trazer mensagem alguma, só a beleza da imagem já lhe basta. Na verdade é muito difícil uma imagem que não traga um conceito por trás, já que toda foto é feita dentro de um contexto, de uma determinada época. Contudo, esse conceito pode ficar em segundo plano quando o valor da imagem é mais visual do que teórico.

 A supremacia da luz

A fotografia é por excelência o meio de produção que trabalha com a luz e a sombra. Assim, fotos que exploram bem esse jogo luminoso e cromático tendem a impressionar pela beleza visual. Dentro dessa categoria, gosto de destacar as fotos feitas em estúdio, cuja iluminação é cuidadosamente montada. Mas também é possível se obter excelentes imagens ao ar livre se as condições luminosas são propícias. Veja os exemplos abaixo feitos por Edward Weston. A princípio são objetos banais, como pimentões ou verduras, mas perceba como esses elementos ganham uma beleza especial quando bem iluminados.

Veja esse outro exemplo de Robert Mapplethorpe. A iluminação valoriza a musculatura e os contornos do corpo do modelo. Está certo que o modelo tem um corpo bonito, mas com certeza essa foto seria muito mais sem graça se não fosse essa luz bem montada. Isso mostra que a beleza da imagem está antes na luz do que no próprio modelo.

Ainda se falando de iluminação, não podemos deixar de citar as fotografias em HDR, uma técnica fotográfica muito recente, surgida com a tecnologia digital. HDR é a sigla em inglês para High Dynamic Range. Isso quer dizer que uma fotografia em HDR apresenta muito mais detalhes na variação da luz desde as sombras mais escuras até as áreas mais claras da imagem. Numa foto normal, se regulamos a câmera para captar bem as altas luzes, perdemos os detalhes nas áreas de sombra, ou seja, as sombras ficam muito escuras. Já, se regulamos a câmera para as áreas mais escuras, as altas luzes estouram, ficando tudo muito branco. Com a técnica HDR eliminamos esse problema, já que com ela nós obtemos uma imagem a partir de, pelo menos, três fotografias do mesmo objeto só que com regulagens diferentes para a captação da luz. O resultado final é uma imagem, por vezes estranha, mas muito interessante. Veja alguns exemplos de fotos em HDR e perceba a magia desse efeito luminoso:

Se quiser saber mais detalhes sobre HDR, veja esse excelente link: http://www.dicasdefotografia.com.br/o-que-e-hdr-por-que-usar-essa-tecnica

A cor predominante

Ainda se tratando de luz, não podemos deixar de falar da cor. Afinal, as cores são obtidas por diferentes comprimentos de onda dos raios luminosos. Contudo, quando trabalhamos com a cor, todo um novo universo de possibilidades se abre à nossa frente. É possível se fazer excelentes fotos usando apenas as cores como objeto de interesse. Nesse caso, saber combinar as cores é fundamental para uma boa composição. Muitas vezes essa mistura já vem pronta no mundo, basta sabermos aproveitar a ocasião. Veja os exemplos abaixo. Os objetos fotografados continuam reconhecíveis, mas não são eles que chamam a atenção e sim suas cores.

A força da forma

Mas não é só de luz que se faz uma foto. Afinal, 99,9% do que fotografamos é matéria. E toda matéria tem forma e volume. Sabendo combinar esses elementos conseguimos boas composições utilizando as linhas, as superfícies e as texturas. Pensar na composição da imagem através do uso de pontos, linhas e superfícies é tão importante que Kandinsky dedicou um livro inteiro sobre o tema: Ponto e linha sobre o plano.

Quando fotografamos pensando nesses elementos pictóricos, tais como as forças das linhas, o equilíbrio das formas e a textura dos objetos, estamos raciocinando a imagem fotográfica como um desenho. Para tanto é preciso seguir os ensinamentos do conceituado pintor Cezane, ou seja, reduzir os objetos do mundo nas suas formas mais primitivas. Assim, uma maçã torna-se uma esfera; uma garrafa torna-se um cone; um celular se torna um cubo e assim por diante. Daí a questão é só pensar na composição desses objetos como uma composição geométrica em que os objetos devem ser distribuídos de maneira a criar harmonia e equilíbrio. Isso pode parecer estranho a primeira vista, mas pode-se tornar natural com a prática.

Além disso, quando pensamos em composição de objetos nas imagens, podemos considerar alguns preceitos da Gestalt, ou seja, pensar na repetição das formas, nos agrupamentos, no contraste entre as linhas retas e curvas e na relação da figura com o fundo da imagem.

Um movimento fotográfico que levou em conta essas considerações foi o Modernismo Fotográfico no Brasil. Os fotógrafos desse grupo, inspirados pelos movimentos concretista e pelo construtivismo russo, abusaram das formas geométricas, das linhas e das repetições de padrões em suas imagens. Dentre os fotógrafos mais importantes desse movimento podemos destacar: José Oiticica Filho, Marcel Giro, German Lorca, Thomaz Farkas, José Yalenti e Geraldo de Barros.Veja alguns exemplos de fotos do modernismo brasileiro:

Ainda com relação à questão de composição, veja esse outro belo exemplo menos evidente realizado por Herb Ritz. Perceba a beleza das linhas sinuosas do corpo da modelo e do corte do vestido, assim como a harmoniosa forma do tecido esvoaçante. Tudo isso composto com um fundo claro, limpo e de linha reta.

 Abordagem conceitual: as mil palavras de uma imagem

Dizemos que uma foto é conceitual quando ela traz consigo uma mensagem, uma ideia, ou seja, quando a foto extrapola o campo da imagem pura e se relaciona com outras questões filosóficas, poéticas, sociais ou históricas.

A foto como prova documental

De acordo com a semiótica, a fotografia, é por natureza um índice. Ou seja, uma foto é um registro de algo que realmente ocorreu. Por exemplo: se uma pessoa foi registrada numa foto é porque essa pessoa realmente existiu; se um casamento foi clicado por um fotógrafo, é porque essa cerimônia realmente aconteceu. Isso pode parecer óbvio, mas é justamente esse caráter indicial da fotografia que a diferencia da pintura ou do desenho. Um pintor, por exemplo, pode inventar uma paisagem ou um personagem, mas um fotógrafo (a princípio) não, ele se baseia na realidade, no fato existente. É nesse contexto que estão incluídas as fotos históricas, documentais e sociais. São fotos que tem como valor registrar a existência das coisas, as transformações causadas pelo tempo e a diversidade da cultura humana.

Mas como uma foto que apenas registra um fato pode ter um valor artístico? Pelo simples motivo que nenhuma foto é inocente! Toda foto carrega o ponto de vista do fotógrafo. Ao enquadrar a imagem o fotógrafo está decidindo o que ele quer mostrar e o que quer deixar de fora da imagem. Assim, um mesmo acontecimento pode ser registrado de diferentes maneiras por diferentes fotógrafos. Cada um inclui na sua foto os seus valores, suas convicções, seu ponto de vista, sua opinião e, também, sua poética. São esses elementos que fazem os fotógrafos buscarem uma linguagem própria dentro da fotografia. Assim como na literatura cada escritor tem seu estilo de escrever, na fotografia cada fotógrafo tem seu jeito de olhar para as coisas.

No rol de fotógrafos que trabalham nessa temática podemos destacar grandes nomes como Sebastião Salgado, Claudia Andujar, Cartier Bresson e muitos outros.

Sebastião Salgado, por exemplo, é conhecido mundialmente por suas fotos que trazem uma crítica à exploração do trabalho e às desigualdades sociais. Veja um belo exemplo que esse fotógrafo desenvolveu com o tema “Trabalhadores”, registrando as condições de trabalho de pessoas menos favorecidas.

Claudia Andujar, por sua vez, tem como temática o registro do modo de vida de povos indígenas da Amazônia. Além de ser um belo estudo antropológico, o trabalho dessa fotógrafa é importante para não deixar se perder no tempo a cultura de um povo tão ameaçado em desaparecer.

Cartier Bresson, pautado no seu lema do “instante decisivo” dizia que para se obter uma boa fotografia era preciso saber o momento exato de dar o clique. Baseado nesse preceito, ele registrou de maneira primorosa acontecimentos no início do século passado. Suas fotos registraram fatos reais no momento do ápice de seu acontecimento e, por isso, ademas de surpreenderem pelo inusitado da situação, também nos serve como documento do estilo de vida daquela época.

Contudo, uma foto documental não necessita de grandes eventos, lugares ou pessoas exóticas para ter valor. A foto documental pode ser feita no nosso meio social, no nosso bairro. Registrar a arquitetura do bairro, o modo de vida das pessoas, o caminho que fazemos para ir pra escola ou trabalho, as transformações que a paisagem urbana sobre com o passar do tempo. Todo lugar, toda sociedade, toda comunidade é digna de ser fotografada porque é única no mundo. Podem até existir outras parecidas, mas não serão idênticas, e o mais importante, não serão as mesmas. Veja que lindo registro de um simples fato do cotidiano:

Fotografia: ser em vez de representar

Quando pensamos no valor de uma fotografia sempre a relacionamos como o registro de algo do mundo. Assim, uma foto pode ter um valor histórico por registrar uma época passada; pode ter um valor sentimental se for um retrato de uma pessoa amada ou pode ter um valor documental se for, por exemplo, a prova de um crime cometido.

Contudo, uma maneira interessante de pensar a fotografia é não tê-la como representação de algo (como cópia da realidade), mas alçá-la no lugar desse algo. Isso pode se dar de duas maneiras: na primeira, a fotografia, por ser um objeto físico (um pedaço de papel), é por si só parte da realidade e pode, portanto, ser ícone de si mesma. Na segunda maneira, a fotografia pode carregar tão intrinsecamente a referência daquilo que ela retrata que deixa de ser uma representação para tornar-se um ícone desse objeto ou pessoa. Ou seja, a fotografia deixa de ser uma simples imagem da coisa retratada para tornar-se um objeto independente que pode ser colocado no lugar dessa coisa. Parece complicado? Veja esses dois exemplos abaixo para entender melhor.

Andy Warhol foi talvez o artista mais conhecido da Pop Art americana. Não há quem não conheça suas obras com imagens da Marilyn Monroe, por exemplo. Marilyn foi um ícone do cinema americano. Contudo, esse trabalho de Andy Warhol é tão conhecido quanto a própria atriz. Assim, essa obra de Warhol é um ícone dele próprio e do movimento artístico ao qual ele pertenceu em meados do século passado. Essa imagem da Marilyn Monroe foi tão divulgada que já faz parte do imaginário popular e, portanto, dispensa explicação. Além disso, as obras de Warhol são na verdade serigrafias produzidas a partir de fotografias retiradas de revistas e jornais. Nesse sentido, o trabalho desse artista pop discute o próprio valor da fotografia como meio de divulgação da imagem e a sua característica reprodutível. Ou seja, é da natureza da fotografia permitir indefinidas cópias da mesma imagem. É justamente nesse ponto que Warhol toca quando reproduz dezenas de vezes a foto de Jacqueline Kennedy, por exemplo.

Outro exemplo de trabalho artístico que explora a iconicidade da fotografia é o realizado pelo fotógrafo paraense Alexandre Sequeira. Em seu trabalho Sequeira fotografa moradores de uma pequena vila, às margens do rio Mocajuba, no Estado do Pará. Depois de feitos os retratos, as imagens são transferidas em tamanho natural para toalhas de mesa, cortinas e lençóis pertencentes às pessoas fotografadas. Esses tecidos são, então, colocados de volta na casa de seus donos. Temos aqui um trabalho muito poético no qual a imagem de uma pessoa é gravada em algum tecido pertencente a ela. Como esse tecido fez parte de sua vida, ele está impregnado da existência dessa pessoa, está manchado pelo uso durante anos, ou seja, carrega consigo a história e a presença de seu dono.

Nunca imaginei que minha cortina fosse tão parecida comigo“, exclamou dona Benedita ao ver-se retratada no antigo tecido de sua casa.

A beleza e o interesse do trabalho de Sequeira se dá ao colocar de volta na casa da pessoa a imagem estampada no tecido usado. Com esse ato, o artista não coloca simplesmente a imagem da pessoa na casa dela. O tecido, por pertencer ao fotografado e carregar em si a história de seu dono, é a própria essência da pessoa que retorna ao lar. Assim, podemos dizer que o tecido não é a representação da pessoa, mas está ali no lugar dela, é a sua presença latente. De acordo com Chiodetto, um crítico de arte, “mais que atestar a presença das pessoas em um determinado lugar, as peças reapresentam, entre estampas, manchas acumuladas e a serigrafia sobreposta, delicadas tramas que falam de identidade e memória, esta última indelevelmente associada ao tempo“.

Sobre o tempo e o não-tempo

Quando se vai estudar sobre a filosofia da fotografia inevitavelmente se chega no tema da morte e da eternidade. São vários os autores que tratam desse assunto. Essas questões complexas, a princípio parecem fugidias, difíceis de serem entendidas. Mas quando nos debruçamos sobre elas e nos permitimos ser tocados por esses temas tão profundos, vamos sentindo um novo mundo se abrindo e nunca mais vemos uma foto da mesma maneira, com a mesma ingenuidade que tínhamos antes.

Como já havia dito antes, a fotogarfia é um registro de algum fato que aconteceu. Roland Barthes, um importante estudioso da fotografia, disse que a fotografia é o registro do “isso aconteceu”. Ou seja, quando vemos uma foto, temos a certeza de que aquele episódio ali mostrado realmente se sucedeu. Contudo, o passado é um tempo morto, é um tempo que não volta mais. Sendo assim, a fotografia é o registro de algo morto. Além disso, a fixidez, a imobilidade e o silêncio da imagem fotográfica também nos remete ao tema da morte. Veja o que Lucia Santaella disse a respeito disso: “Diferentemente do cinema, da televisão e do vídeo, que, graças ao movimento, guardam a memória dos mortos como se estivessem vivos, fotografias, devido à imobilidade, fixidez, que lhes são próprias, guardam a memória dos mortos como mortos.”

Por outro lado, se a imagem fotográfica registra um tempo morto, ela também guarda aquele instante passado pelo resto da eternidade. A imagem fotográfica fixa, estável, congelada, imutável, disponível para sempre, nos dá uma espécie de posse sobre o objeto fotografado, algo que pode ser conservado e olhado repetidas vezes.

Num outro nível, ainda mais metafórico, o instantâneo fotográfico, assim como a morte, “é um sequestro de um objeto para um outro mundo. Também como a morte, a tomada fotográfica é imediata e definitiva”. Contudo, “o outro mundo” em que o objeto fotográfico é tragado não é apenas o da morte do instante capturado, mas o de um outro tempo, de duração infinita na imobilidade total, interminável, imutável, perpétuo, eterno. Na petrificação fotográfica não está apenas a imobilidade mortífera, mas também a eternidade latente e indestrutível. Em outras palavras, de modo até mais sublime, quando falamos de morte e eternidade na fotografia, na verdade estamos falando do tempo. O tempo que se passou no momento em que a foto foi tirada; o tempo eternizado na imagem; o tempo que dura a fotografia (pois um dia ela pode se estragar) e o tempo que alguém pode se deter observando essa foto (neste caso, sempre um tempo presente).

São inúmeros os artistas que trabalham a questão do tempo (e da morte) na fotografia. David Hockney é apenas um deles. Por um período, seu trabalho fotográfico consistiu em registrar uma cena usando não apenas uma fotografia, mas um conjunto delas que depois eram justapostas para reconstruir aquele tempo passado. Com este trabalho o artista conseguia esticar o instante fotográfico para o tempo em que durasse a sessão de fotos. Como os modelos fotografados estavam em constante movimento, a cada clique o fotógrafo registrava uma pose diferente. Ao se juntar todas as fotos esses instantes se fundem criando um contínuo de tempo e movimento. Temos aqui uma ambiguidade, cada foto tem seu instante, o conjunto todo tem seu período, mas o que se vê é estático. Temos frações de segundos, registrados a cada clique, que na verdade não correspondem ao tempo exato da imagem e os personagens estão congelados num movimento eterno.

A fotografia cria novas possibilidades

Não tem como, sempre que falamos de fotografia estamos falando do registro da realidade. Mas será que deve ser sempre assim? Não poderia a fotografia inventar novas realidades, propor novos mundos, situações improváveis e personagens fantásticos? Claro que sim! Ainda mais com o advento da tecnologia digital e dos recursos do photoshop. Aliás, atualmente, a manipulação digital da imagem é tão comum que dispensa até mesmo qualquer exemplificação nesse texto.

Mas, mesmo muito antes de toda essa tecnologia existir, os artistas já se utilizavam da fotografia para propor situações inexistentes. Como exemplo disso podemos citar as fotografias surrealistas e as fotomontagens.

Ambos os movimentos surgiram no início do século passado e se utilizavam de recursos muitas vezes bastente primitivos como o recorte e a colagem. Se antes a fotografia sofria o preconceito de não ser uma técnica artística por ser um registro frio e objetivo da realidade, após essas vanguardas artísticas os fotógrafos romperam de vez com qualquer dúvida que pudesse existir com relação ao pertencimento da fotografia ao mundo da arte. Veja alguns exemplos abaixo e conclua você mesmo se essas imagens não são expressões poéticas e conceituais de seus autores.

Para finalizar quero apenas mostrar uma dupla de artistas franceses que trabalha com a criação de mundos ideais por meio da fotografia. Pierre et Gilles desenvolveram uma técnica de trabalho que funde fotografia e pintura e por meio de sua arte criam um mundo de fantasia, glamour e perfeição. Através da confecção de cenários, figurinos, maquiagem e do jogo de iluminação, os artistas constroem o conceito de ideal, que baseado na artificialidade, ultrapassa o “falso absoluto” para atingir o grau de hiper-realidade. Os personagens utilizados em suas fotos também ajudam na construção desse mundo ideal e belo. São recorrente em seus trabalhos a retratação de santos, mártires, heróis, deuses gregos e, é claro, celebridades do mundo real que, ironicamente vivem num mundo de fantasia à parte de nossa realidade.

Ficou interessado em estudar mais sobre a relação entre fotografia e arte? A Escola de Fotografia Áurea Fotográfica preza muito o desenvolvimento da linguagem e a exploração das diferentes possibilidades que a fotografia oferece. Nós temos professores que além de fotógrafos são artistas plásticos e, por isso, estão constantemente explorando esse campo da fotografia conceitual. Venha estudar conosco e desenvolver também esse seu lado artístico! Conheça mais sobre a escola em nosso site: www.aureafotografica.com.br

Pinhole: como funciona

Está certo que vivemos na era da fotografia digital e a Escola de Fotografia Áurea Fotográfica oferece vários cursos para quem quer se aperfeiçoar nessa área. Mas é sempre interessante a gente aprender sobre os processos tradicionais da fotografia, até mesmo para entendermos como se deu a evolução da técnica e da linguagem fotográfica. Por isso, nesse post, vamos falar sobre aquelas câmeras fotográficas feitas de latinha. E elas funcionam de verdade!

O termo Pinhole (se lê pinrrole) significa “buraco do alfinete” em inglês e se refere às câmeras fotográficas muito primitivas feitas geralmente com latas. O termo se deve justamente porque essas câmeras utilizam um furinho feito com a ponta de um alfinete em vez de lentes de vidro.

Apesar de muito simples, essas câmeras funcionam perfeitamente porque obdecem à todas as leis da física para a formação da imagem. Por isso mesmo a imagem formada é invertida, como mostra a figura abaixo:

Isso acontece porque todo objeto iluminado emite luz em todas as direções, só que o buraco do alfinete só permite a passagem de alguns desses raios. Como o raio caminha em linha reta, aquele que sai da parte de cima do objeto se projeta na parte de baixo do fundo da lata e aquele que sai da parte de baixo do objeto se projeta na parte de cima do fundo da lata. O mesmo acontece com os raios laterais. Aqueles que saem do lado direito do objeto se projetam no lado esquerdo da lata e os que saem do lado esquerdo, se projetam do lado direito. Para entender melhor, veja a figura abaixo mostrando o caminho dos raios de luz:

Para que possamos fazer uma fotografia com uma câmera dessas é preciso colar um papel fotográfico no fundo da lata, onde a imagem se forma. Esse procedimento deve ser feito num ambiente escuro, já que o papel é sensível à luz.

O papel fotográfico que forma imagens em preto e branco é formado basicamente de duas camadas: uma camada de gelatina tranparente contendo grãos de sais de prata sobre uma camada de papel.

Os grãos de sais de prata são sensíveis à luz. Isso quer dizer que, quando a luz atravessa o furo do alfinete, o local que recebe luz será sensibilizado e os sais de prata sofrerão uma transformação estrutural em suas moléculas. Já os locais que não receberem luz permanecerão com a prata inalterada.

Ao se levar o papel fotográfico para o laboratório e revelá-lo com os produtos químicos adequados, os grãos de prata que foram sensibilizados pela luz sofrerão uma reação química e se tornarão prata metálica que tem a cor preta. Assim, os locais que receberam mais luz ficarão mais pretos, enquanto que os que não receberam luz nenhuma continuarão brancos. Tendo isso em vista pode-se entender porque a imagem formada é negativa. Ou seja, o que era branco no objeto fica preto na imagem e o que era preto no objeto fica branco na imagem. Veja a foto abaixo feita com uma câmera pinhole para entender melhor o processo:

Perceba na imagem que o céu está escuro, enquanto as folhas das árvores estão claras. O correto seria o oposto.

Para se ter uma imagem positiva com a câmera pinhole é necessário fazer uma cópia para outro papel fotográfico a partir dessa primeira imagem. Para tanto basta pegar um papel fotográfico ainda não sensibilizado pela luz, colocá-lo sob a foto obtida com a pinhole e expor esse conjunto por alguns segundos à uma luz. Veja o esquema a seguir:

Dessa maneira, onde está preto na imagem obtida pela pinhole, a luz não atravessará e, portanto, não sensibilizará o papel de baixo. Portanto nesse local a imagem formada será branca. Por sua vez, onde está branco na imagem da pinhole a luz passará normalmente e sensibilizará o papel fotográfico que após revelado ficará preto.

Veja como a foto anterior ficou após esse processo:

Uma máquina fotográfica convencional funciona exatamente como uma câmera pinhole. Só que no local do furo da agulha é colocado um conjunto de lentes de vidro para se ter um maior controle da luz. Além disso, no local do papel fotográfico é colocado o filme. Ou seja, quando a luz atravessa o conjunto de lentes a imagem se forma no fundo da câmera, justamente onde está o filme fotográfico.

Como o filme tem o mesmo funcionamento do papel fotográfico, a imagem que se formará nele também é negativa. Ou seja, partes luminosas do objeto vão emitir mais luz e, por isso, vão sensibilizar mais o filme, fazendo a região correspondente da imagem ficar escura. Enquanto que partes do objeto com pouca luz não vão sensibilizar o filme e este permanecerá branco. Entendeu agora porque o filme fotográfico é negativo?!

Para se obter uma imagem positiva a partir desse filme, basta, em um laboratório fotográfico, fazer um feixe de luz atravessar o filme e incidir sobre um papel fotográfico. Para isso se usa um ampliador, como mostra a imagem a seguir. O raciocínio é exatamente o mesmo para se obter o positivo a partir da fotografia feita na pinhole. 

A câmera digital tem o mesmo princípio da pinhole e da câmera de filme. A diferença é que no local do filme existe um sensor eletrônico que converte a luz em impulsos elétricos que são processados nos circuitos internos e novamente são convertidos em imagem na tela traseira da câmera.

O diafragma e os números f

Os fundamentos da fotografia estão baseados no controle da luz que pode ser feito por três ajustes diferentes: ISO, diafragma e obturador. Esses três ajustes são muito bem explicados nos cursos de Fotografia Express e Fotografia Básica oferecidos pela Escola de Fotografia Áurea Fotográfica.

Neste post falaremos sobre o diafragma.

diafragma fotografia

Como se vê na imagem acima, o diafragma nada mais é do que um orifício na lente da câmera que possui uma abertura variável para permitir a entrada de mais ou menos luz durante o ato fotográfico. O raciocínio é muito simples, se você está num ambiente pouco iluminado (interior de uma casa, por exemplo) o diafragma deve ser aberto para que a máquina consiga captar o máximo de luz possível. Já, se você está num ambiente muito iluminado (uma praia com sol), o diafragma deve ser fechado para diminuir a quantidade de luz que entrará na máquina e evitar que a foto fique estourada (excesso de branco)

Os diferentes graus de abertura do diafragma são denominados por númerosque podem variar de 1 até acima de 40, dependendo da lente utilizada. 1 é a abertura máxima do diafragma, quando entra o máximo de luz. As numerações tradicionais do número f são: 1 – 1.4 – 2 – 2.8 – 4 – 5.6 – 8 – 11 – 16 – 22 – 32 – 45.  Contudo, máquinas mais sofisticadas podem apresentar valores intermediários pra o número f, permitindo assim, um controle mais preciso sobre a quantidade de luz que entra pela lente.

A relação entre o número f e a abertura do diafragma  é inversa, ou seja, quanto menor o número f, maior é a abertura do diafragma. Veja a imagem abaixo:

diafragma números f

A tabela a seguir indica os valores existentes para o número f. Os números que estão marcados em verde indicam que a abertura do diafragma foi reduzida pela metade, assim, a cada número verde, a quantidade de luz que entra na máquina é a metade em relação ao número anterior. Exemplo: a quantidade de luz que atravessa a lente numa abertura de diafragma f/4 é a metade da luz que entra quando a abertura é f/2.8. Ou pode-se pensar ao contrário: a quantidade de luz que entra na câmera em f/2.8 é o dobro do que em f/4.

diafragma - número f

Na prática, os fotógrafos chamam de aumentar ou diminuir 1 ponto quando eles mudam a abertura do diafragma de modo a entrar o dobro ou a metade de luz em relação a abertura que eles estavam usando antes. Exemplo: se você está fotografando com abertura f/4 e alguém te pede para diminuir 1 ponto, você já sabe que terá que fotografar em f/5.6, pois assim estará fotografando com a metade da luz anterior.

A abertura do diafragma está diretamente relacionada com a profundidade de campo, ou seja, o que vai estar focado ou desfocado na sua imagem. (A profundidade de campo será abordada em outro tópico em breve)

Como dito no início deste tópico, o diafragma, juntamente com o obturador, controla a quantidade adequada de luz que entrará na máquina  para as condições em que você está fotografando. Para entender mais sobre o assunto leia os tópicos a seguir:

Obturador: velocidade de exposição (será postado em breve)

Exposição: a lei da reciprocidade (será postado embreve)

(assim que os tópicos acima forem postados, esta página será atualizada para que se crie os links correspondentes)

Se quiser aprender na prática, com o acompanhamento de um professor para que não reste nenhuma dúvida, venha estudar conosco. Os cursos de Fotografia Express e Fotografia Básica oferecidos pela Escola de Fotografia Áurea Fotográfica abordam os conceitos fundamentais da fotografia de maneira muito prática e didática. Venham conferir e aprender com eficiência!

Crie hierarquias e planos

A Escola de Fotografia Áurea Fotográfica sempre instiga seus alunos a pensar a composição de suas fotos de maneira mais sofisticada. Trabalhar com planos na fotografia faz com que a imagem bidimensional ganhe uma sensação de profundidade. Além disso, a foto ganha uma maior elaboração na interação entre os diferentes planos, o que torna o assunto muito mais rico e contextualizado.

Toda história tem personagens principais e secundários. Faça o mesmo em suas fotos, crie uma hierarquia de leitura. Construa composições com diferentes planos: coisas que aparecem mais à frente e outras mais ao fundo; planos focados e desfocados; objetos iluminados e outros na penumbra. A intenção é fazer com que a foto ganhe profundidade e o observador passe mais tempo apreciando a imagem e relacionando os elementos uns com os outros. Além do personagem (ou objeto) principal,  inclua outros secundários que vão  contextualizando a cena tornando a história da foto mais elaborada. Procure ângulos para valorizar a profundidade da foto. Mas tome cuidado com a disposição desses novos elementos, eles devem complementar o assunto princial e não competir com ele. Assim, tome cuidado para que os elementos não se sobreponham de modo a dificultar a visualização um do outro. Veja os exemplos a seguir.

Foto de Sergi Bernal

Quem você vê primeiro? E depois? E num terceiro momento? Esta imagem é rica por seus múltiplos planos. A personagem principal dessa foto obviamente é a menina que pula corda. Mas num segundo momento vemos seu pai que está mais ao fundo batendo a corda. Em terceiro lugar vemos mais crianças fazendo uma fila para também pular corda. E se nos atentamos mais ainda vemos que há pessoas ao fundo passeando pela praça. Perceba quantos elementos existem nessa foto que compõem o ambiente alegre e descontraído de um dia de lazer. O mais importante é que todos esses elementos se complementam sem competirem por atenção. Eles estão dispostos na imagem de maneira clara de modo a guiar o olhar do observador sem conturbá-lo. Além de tudo isso, essa foto chama a atenção pelo ponto de vista do fotógrafo, é como se ele estivesse inserido na brincadeira, a visão de baixo para cima faz o salto da menina parecer mais emocionante, mais alto.

Foto de Marcos Arruda

Fotografias macro são sempre interessantes, pois nos permitem ver detalhes que a olho nu passam desapercebidos e sempre ficamos facinados com a beleza das coisas diminutas. Essa imagem em questão tem uma doçura que abre o sorriso de qualquer observador. A foto apresenta uma hierarquia de planos: um focado e outro não. Temos a contraposição de dois extremos, um plano rico em detalhes e nitidez e outro em situação oposta. O intrigante dessa foto é que ela nos traz um interessante jogo de quem é o personagem principal, a formiga ou o garoto?

xadrez

Na foto acima vemos outro exemplo de planos focados e desfocados. Contudo, diferente da imagem anterior, nesta, as peças de xadrez que em primeiro plano estão desfocadas. As que estão mais ao fundo, num terceiro plano, também. Um artifício simples e que deixa a imagem muito mais interessante!

paisagem

Veja este exemplo que bonito. Temos na paisagem múltiplos planos. Atente para o cuidado do fotógrafo não deixar os mourões das cercas se sobreporem para não confundirem o observador. Perceba também a gradação de desfoque e contraste que o fotógrafo fez para protagonizar a cerca em primeiro plano, onde está o pássaro.

silhueta

Clássico exemplo de contraluz. Da moça em primeiro plano vemos somente a silhueta. Já a noção de profundidade é conferida pela gradação de cinzas que evidencia os diferentes planos das paredes.

Em suma, como já foi dito em outro tópico, fazer uma foto é contar uma história. Conte a sua com desdobramentos além do objeto principal; relacione seu personagem com outros secundários; atente para o que está no fundo; brinque com o desfoque e a luz para mostrar e esconder o que lhe convém.

Gostou dessa dica? Com certeza, se você criar imagens com múltiplos planos, suas fotos vão ficar muito mais interessantes e vão parecer mais profissionais. O que apresentamos aqui é só uma amostra dos conceitos abordados nos cursos de fotografia da Áurea Fotográfica. As questões da linguagem fotográfica são abordadas desde o curso básico de fotografia e vão se tornando mais elaboradas no curso intermediário e avançado que a escola oferece. Se você quiser aprender muito mais, ter suas fotos analisadas pelos professores para que possa receber dicas específicas para o seu aprimoramento, venha estudar conosco. Acesse nosso site para mais informações: www.aureafotografia.com.br