Como iluminar garrafas e copos

A iluminação de garrafas e copos pode parecer complicada para principiantes, porém, torna-se bastante simples ao utilizarmos o princípio básico da iluminação de objetos de vidro: uma contra luz para iluminar os objetos por trás e ressaltar sua transparência.

A seguir é apresentada uma série de vídeos selecionados na internet que mostram diferentes maneiras de se fotografar vidro. Cada vídeo traz uma técnica ou dica diferente. No conjunto eles dão uma boa noção de como deve ser montada a iluminação para a fotografia de garrafas, copos e taças.

Os vídeos são bastante didáticos e dá pra aprender muita coisa, mas se você quiser se aperfeiçoar mesmo, nada melhor do que fazer na prática. Até mesmo porque os vídeos não mostram como fazer a fotometria de cada luz. A Escola de Fotografia Áurea Fotográfica oferece um curso de iluminação em estúdio que ensina não só a iluminação de vidros, mas também as técnicas de iluminação de metais, alimentos e objetos com textura. Para ter um aprendizado efetivo e na prática, venha estudar conosco. Informe-se pelo site da escola: www.aureafotografica.com.br

O primeiro vídeo mostra a técnica da luz rebatida, ou seja, você ilumina o fundo e, como o vidro é transparente, podemos ver o fundo iluminado atrás. Essa é a técnica mais simples e pode ser feita com uma única fonte de luz. O vídeo traz um exemplo para fundo branco e fundo preto. Em ambos os casos, observe como o uso de placas de papel branco ou preto são usadas como rebatedores ou bloqueadores de luz para ressaltar o contorno da taça. Para o fundo preto, o segredo é deixar duas frestas de luz nas laterais da taça.

O segundo vídeo mostra como fotografar um copo de cerveja com fundo escuro. Este continua sendo um exemplo de luz rebatida, porém montada de outra maneira. Neste caso foi utilizado um grande softbox sobre o copo para iluminar a espuma. Depois, para mostrar a transparência da cerveja, foi colocado um pedaço de papel branco ligeiramente inclinado trás do copo. Dessa maneira, o papel refletiu a luz que vinha por cima.

O líquido borrifado no copo para dar a sençaão de transpiração é uma mistura de 50% de água e 50% de glicerina líquida. Ao borrifar essa mistura sobre o copo, tome cuidado de proteger a parte com espuma, pois, teoricamente, essa parte do copo não estaria gelada o suficiente para condensar a água por fora.

O próximo vídeo mostra como fotografar uma garrafa de refrigerante utilizando uma luz direta atrás da garrafa. Neste caso é utilizado um softbox (na verdade um striplight, por ser fino e comprido) que além de mostrar a transparência do vidro também deixa um fundo completamente branco (esse fundo branco uniforme também pode ser conseguido com a luz rebatida já comentada anteriormente). Observe que atrás da contraluz tem um painel preto que vai fazer o contorno preto na garrafa. Conforme você aproxima ou distancia a contraluz da garrafa, você aumenta ou diminui esse contorno. O detalhe para a fotografia dessa garrafa é que é necessário utilizar outras fontes de luz para iluminar o rótulo e fazer aqueles reflexos retangulares brancos que dão volume à garrafa. O líquido usado para fazer as gotículas é a mesma mistura de glicerina e água do vídeo anterior.

O vídeo seguinte utiliza uma televisão como contraluz. É um jeito simples de se conseguir o mesmo efeito obtido com um softbox profissional. O interessante do vídeo é mostrar como a luz se inverte ao atravessar os copos com água. É importante ter isso em mente principalemte na hora de posicionar placas prancas ou pretas atrás dos copos ou garrafas para acentuar seus contornos. O vídeo está em árabe, mas as imagens bastam para entendê-lo.

O próximo vídeo mostra como fotografar uma garrafa mergulhada no gelo. O vídeo também é em árabe e o cara fala muito, portanto não perca tempo assistindo o vídeo inteiro. Veja só o trecho no minuto 1:25 para entender como ele fez a caixa de gelo com um material translúcido. Depois já pule para o minuto 2:15 para entender como a iluminação foi montada. Aqui é outro exemplo de contraluz direta obtida com um softbox embaixo de uma mesa de vidro.

O próximo vídeo mostra uma maneira diferente de fotografar uma garrafa de modo que ela fique bastante brilhante. Para isso o fotógrafo faz um molde vazado no formato da garrafa no painel do fundo da cena e depois ilumina por trás desse molde. Sinceramente, é mais fácil conseguir esse efeito no Photoshop fundindo duas fotos do que fazer essa estrutura toda. Mas o vídeo não deixa de ser interessante e nos apresenta uma mandeira a mais de se conseguir bons resultados com poucos recursos.

O vídeo a seguir mostra como fotografar uma garrafa de vinho. Como as garrafas de vinho tinto não são transparentes, não adianta usar a técnica da contraluz. Nese caso é melhor iluminar a garrafa de lado, mas sempre com uma luz muito difusa. Para isso pode-se usar softboxes, difusores na frente de lâmpadas ou placas de isopor para rebater a luz. No caso do vídeo, o fotógrafo usa uma luz vindo de cima para iluminar a tampa da garrafa e com placas de isopor ele rebate a luz para iluminar os lados. Observe como ele coloca um papel preto na frente do isospor à direita para que apareça só uma fresta dele e o reflexo na taça fique bem fininho. Por fim, o fotógrafo ilumina o fundo de baixo para cima para criar um bonito degradê. Detalhes no fundo sempre enriquecem a foto.

Os dois vídeos a seguir mostram variações de como fotografar bebidas. Tendo aprendido a iluminação básica podemos brincar com diferentes situações. No primeiro vídeo o cara fotografa um copo com aspirina. Atente para o grande softbox à esquerda que cria um reflexo retangular no copo. Para conseguir um reflexo semelhante do lado direito o fotógrafo posiciona uma placa branca à direita ligeiramente mais atrás do copo. Esses reflexos conferem volume ao copo.

No vídeo a seguir é mostrado como fotografar um copo de champanhe com um efeito de faísca. Observe que um grande difusor é colocado à direira da taça para criar um reflexo no vidro. A bebida frizante é iluminada pela vela faiscante posicionada atrás da taça.

Por fim, tendo aprendido os modelos básicos de iluminação de garrafas e copos, é hora de aprender alguns truques. O primeiro vídeo mostra como criar o efeito de uma garrafa gelada. O vídeo é bastante detalhado. Na minha opinião, com uma produção mais simples já se consegue um bom resultado. Portanto, minhas dicas são: para deixar a garrafa translúcida, parecendo gelada, utilize um spray de verniz fosco. Tome cuidado de proteger a borda do copo como o autor do vídeo faz, já que no local da espuma o copo não fica gelado. Depois espirre água com glicerina para fazer o efeito de transpiração. Só com isso já se consegue um bom resultado.

O próximo vídeo ensina três truques diferentes. O primeiro é para deixar o reflexo da garrafa mais translúcido. O procedimento é bastante simples,  basta usar um spray de laquê ou verniz fosco. O segundo truque é para deixar um cortorno branco na garrafa usando uma fita adesiva branca. O último truque consiste em pintar de branco as bordas da taça para que elas se destaquem do fundo preto. Todas as dicas são bem bacanas, por isso vale a pena assistir o vídeo.

Por fim, o último vídeo dá uma dica de como deixar as bolhinhas do refrigerente mais aparentes. Para isso basta arranhar o copo por dentro. Confira:

Ficou com vontade de montar essas iluminações? Venha fazer tudo isso na prática conosco! A Áurea Fotográfica possui um estúdio muito bem equipado para todo tipo de iluminação. Acesse o site da escola para mais informações: www.aureafotografica.com.br

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Enquadramento e recorte da imagem

Quando vamos pesquisar sobre enquadramento em fotografia sempre encontramos aquela velha lista de tipos de enquadramendo, tais como: plano geral, plano americano, primeiro plano e plano detalhe. Isso é muito bom quando vamos fazer, por exemplo, um roteiro de um vídeo ou um briefing de uma foto para uma campanha publicitária, pois esses nomes facilitam a conversa entre os profissionais que trabalham nessa área. Contudo, para quem quer apenas aprender dicas de fotografia para o uso no dia-a-dia, essas classificações de enquadramento não ajudam muito. O importante neste caso é saber como podemos cortar nossas fotos e, para isso, existem algumas regras simples a serem seguidas. Como em toda regra existe exceção, você pode conseguir boas fotos fugindo das dicas apresentadas aqui. Mas, em caso de dúvida, siga o roteiro deste post e tenha a garantia de não errar no enquadramento.

Recorte do Corpo

A dica aqui é muito simples: nunca corte o corpo de uma pessoa nas articulações. Ex: joelho, punho, cotovelo, tornozelo, etc. Isso faz a pessoa parecer amputada, maneta, perneta…

Para fugir a essa desagradável sensação a dica é sempre cortar o corpo entre as articulações. Assim, é permitido cortar no meio da perna, no meio da coxa, no meio do antebraço e no meio do braço. É claro que quando eu digo no meio, isso não significa exatamente no meio do membro. Pode ser um pouquinho pra cima ou pra baixo. O importante é nunca ser na articulação.

No caso da barriga, corte acima ou abaixo do umbigo, mas nunca exatamente sobre ele. A mesma regra serve para os mamilos. Abaixo é mostrado um diagrama de onde os cortes podem ser feitos (em verde) e onde não devemos cortar a foto (em vermelho).

corte corpo

Veja os exemplos a seguir, na primeira foto o modelo foi cortado no meio da coxa; já na segunda foto, temos um enquadramento mais ousado, em que a modelo foi cortada em diversos locais. Contudo, observe que em nenhum momento fugiu-se a regra. Os corte foram feitos todos entre as articulações dos membros.

Recorte da cabeça

Existe a ideia de que uma foto bem feita é aquela em que não se corta a cabeça do modelo. Bobagem! Pode-se cortar a cabeça a vontade, desde que se corte nos locais certos. Para isso, a regra é muito simples. Podemos cortar a cabeça nos seguintes locais: topo da cabeça; meio da testa; meio do nariz; entre o nariz e a boca; e meio do queixo. Em outras palavras, só não podemos cortar a cabeça na altura dos olhos e da boca. Veja os seguintes exemplos:

Abaixo temos uma foto muito clássica. Perceba que o corte no topo da cabeça não prejudica a imagem. Contudo, o corte na cabeça só faz sentido se a pessoa estiver enquadrada em primeiro plano, ou seja, preenchendo toda a imagem. Note que nesta foto os ombros também foram cortados. Não teria sentido fotografar a pessoa de corpo inteiro só com o topo da cabeça cortada.

Neste segundo exemplo a modelo foi cortada na altua da testa. A imagem continua bastante natural. De novo, só faz sentido cortar a testa desta maneira se a pessoa estiver enquadrada em primeiro plano.

Neste terceiro exemplo, o enquadramento está bem mais fechado. Perceba que as modelos tiveram seus rostos bastante cortados. Contudo, os olhos e a boca foram preservados.

Neste quarto exemplo já temos um plano detalhe. Não vemos o rosto todo da modelo. Entretanto, perceba que o corte da imagem não foi feito a esmo. O rosto foi cortado no meio do nariz e os braços foram cortados entre as articulações.

Por fim, temos um exemplo de plano bem fechado. A boca até foi cortada no canto esquerdo, mas isso não compromete a imagem, já que a regra de não cortar a boca se refere a cortá-la horizontalmente na linha de divisão dos lábios.

Recorte da cena

Existe uma diferença enorme entre deixar os objetos da cena aparecerem inteiros na foto ou deixá-los vazarem para fora da imagem. Neste caso não existe certo e errado, tudo depende da intenção que você tem com a foto. No geral, o que posso dizer é que, se tratando de um cenário, o melhor é cortar os objetos que aparecem nos cantos da foto. Assim, temos a impressão de que o cenário continua além da imagem, ou seja, de que ele é grande. Caso contrário, se enquadramos todos os objetos inteiros na foto, fica evidente de que o cenário é só aquilo que aparece, o que pode dar uma sensação de pobreza ou pequenez.

Veja esse primeiro exemplo acima. Perceba que todos os objetos estão cortados: o livro, o abajur, a janela com a cortina e o rapaz dormindo. Isso dá a sensação de que o quarto é grande, de que existem outras coisas fora da foto que não foram mostradas. Ainda temos a sensação de que a mesa sobre a qual está o livro também é grande e que devem existir outros objetos ali além do livro. Além disso, cortar o livro e o abajur, dá a impressão de que esses objetos estão mais próximos e a cena, neste caso, fica dividida em dois planos distintos: o primeiro onde estão os personagens de brinquedo e o segundo onde está o rapaz.

Neste segundo exemplo vemos uma pessoa atacando a geladeira de madrugada. Perceba que nenhum alimento aparece por inteiro na foto com excessão dos potes que estão na porta da geladeira. Cortar os alimentos em primeiro plano faz parecer que tem mais comida na geladeira, que tem tanta comida que nem coube na foto.

Por fim, veja esse exemplo de Pierre et Gilles. O conjunto de rosas que rodeia o modelo se extende para além da foto. Isso faz parecer que existe um número muito maior de flores, porque não sabemos até onde elas vão. Contudo, podemos intuir que, na verdade, as rosas não eram tantas assim, pois não teria necessidade encher o cômodo todo de rosas para tirar a foto, se só com um pouco já conseguimos o efeito desejado apenas com base no enquadramento.

Para finalizar, no momento de fazer o recorte da imagem pense também na harmonia da composição. Para tanto, a regra dos terços é bastante útil.

Gostou das dicas? Quer aprender muito mais e deixar suas fotos incríveis? A Escola de Fotografia Áurea Fotográfica acredita que a composição da imagem é crucial para uma foto bonita. Não basta apenas saber manusear a câmera, é preciso desenvolver o olhar, por isso damos tanta importância na linguagem fotográfica. Nossos professores são capacitados e sabem analisar as fotos dos alunos para mostrar no que eles acertaram e no que podem melhorar mais. Essa consultoria é essencial para um bom aprendizado. Venha estudar conosco e ver como suas fotos vão dar um salto em qualidade. Acesse o site da escola para conhecer nossos cursos: www.aureafotografica.com.br

Fotografia e Arte

Quando a fotografia surgiu em 1826 muito se discutiu a respeito do seu valor artístico. Diziam que a imagem era feita pela máquina e não pelo fotógrafo. Muitos teóricos da época, incluindo Baudelaire, um dos mais expressivos representantes da cultura francesa, negavam publicamente a fotografia como forma de expressão artística, alegando que “a fotografia não passa de refúgio de todos os pintores frustrados”. Ou seja, aqueles que não sabiam pintar recorriam à fotografia por esta ser um procedimento puramente técnico que não exigia nenhum dom artístico.

A fotografia como um novo advento que permitia a representação fiel da realidade conturbou o mundo cultural e artístico europeu. Acreditavam que a fotografia substituiria a pintura e o desenho. Segundo o filósofo Walter Benjamin “já se haviam gasto vãs sutilezas em decidir se a fotografia era ou não arte mas, preliminarmente, ainda não se haviam perguntado se esta descoberta não transformaria a natureza geral da arte”.(Freund, 1982)

De fato, o surgimento da fotografia alterou drasticamente o mundo da arte. Por um lado, o surgimento da fotografia fez com que a pintura procurasse outras formas de interpretação da realidade. Assim, a pintura sentiu-se obrigada a produzir imagens que a câmara fotográfica não conseguia registar. Como exemplos extremos podemos citar o cubismo e o expressionismo com suas imagens bizarras e completamente descoladas da representação fidedigna da realidade. Veja os exemplos abaixo:

 

Abordagem pictórica: a imagem tem valor por si só

Tem muita foto que não precisa trazer mensagem alguma, só a beleza da imagem já lhe basta. Na verdade é muito difícil uma imagem que não traga um conceito por trás, já que toda foto é feita dentro de um contexto, de uma determinada época. Contudo, esse conceito pode ficar em segundo plano quando o valor da imagem é mais visual do que teórico.

 A supremacia da luz

A fotografia é por excelência o meio de produção que trabalha com a luz e a sombra. Assim, fotos que exploram bem esse jogo luminoso e cromático tendem a impressionar pela beleza visual. Dentro dessa categoria, gosto de destacar as fotos feitas em estúdio, cuja iluminação é cuidadosamente montada. Mas também é possível se obter excelentes imagens ao ar livre se as condições luminosas são propícias. Veja os exemplos abaixo feitos por Edward Weston. A princípio são objetos banais, como pimentões ou verduras, mas perceba como esses elementos ganham uma beleza especial quando bem iluminados.

Veja esse outro exemplo de Robert Mapplethorpe. A iluminação valoriza a musculatura e os contornos do corpo do modelo. Está certo que o modelo tem um corpo bonito, mas com certeza essa foto seria muito mais sem graça se não fosse essa luz bem montada. Isso mostra que a beleza da imagem está antes na luz do que no próprio modelo.

Ainda se falando de iluminação, não podemos deixar de citar as fotografias em HDR, uma técnica fotográfica muito recente, surgida com a tecnologia digital. HDR é a sigla em inglês para High Dynamic Range. Isso quer dizer que uma fotografia em HDR apresenta muito mais detalhes na variação da luz desde as sombras mais escuras até as áreas mais claras da imagem. Numa foto normal, se regulamos a câmera para captar bem as altas luzes, perdemos os detalhes nas áreas de sombra, ou seja, as sombras ficam muito escuras. Já, se regulamos a câmera para as áreas mais escuras, as altas luzes estouram, ficando tudo muito branco. Com a técnica HDR eliminamos esse problema, já que com ela nós obtemos uma imagem a partir de, pelo menos, três fotografias do mesmo objeto só que com regulagens diferentes para a captação da luz. O resultado final é uma imagem, por vezes estranha, mas muito interessante. Veja alguns exemplos de fotos em HDR e perceba a magia desse efeito luminoso:

Se quiser saber mais detalhes sobre HDR, veja esse excelente link: http://www.dicasdefotografia.com.br/o-que-e-hdr-por-que-usar-essa-tecnica

A cor predominante

Ainda se tratando de luz, não podemos deixar de falar da cor. Afinal, as cores são obtidas por diferentes comprimentos de onda dos raios luminosos. Contudo, quando trabalhamos com a cor, todo um novo universo de possibilidades se abre à nossa frente. É possível se fazer excelentes fotos usando apenas as cores como objeto de interesse. Nesse caso, saber combinar as cores é fundamental para uma boa composição. Muitas vezes essa mistura já vem pronta no mundo, basta sabermos aproveitar a ocasião. Veja os exemplos abaixo. Os objetos fotografados continuam reconhecíveis, mas não são eles que chamam a atenção e sim suas cores.

A força da forma

Mas não é só de luz que se faz uma foto. Afinal, 99,9% do que fotografamos é matéria. E toda matéria tem forma e volume. Sabendo combinar esses elementos conseguimos boas composições utilizando as linhas, as superfícies e as texturas. Pensar na composição da imagem através do uso de pontos, linhas e superfícies é tão importante que Kandinsky dedicou um livro inteiro sobre o tema: Ponto e linha sobre o plano.

Quando fotografamos pensando nesses elementos pictóricos, tais como as forças das linhas, o equilíbrio das formas e a textura dos objetos, estamos raciocinando a imagem fotográfica como um desenho. Para tanto é preciso seguir os ensinamentos do conceituado pintor Cezane, ou seja, reduzir os objetos do mundo nas suas formas mais primitivas. Assim, uma maçã torna-se uma esfera; uma garrafa torna-se um cone; um celular se torna um cubo e assim por diante. Daí a questão é só pensar na composição desses objetos como uma composição geométrica em que os objetos devem ser distribuídos de maneira a criar harmonia e equilíbrio. Isso pode parecer estranho a primeira vista, mas pode-se tornar natural com a prática.

Além disso, quando pensamos em composição de objetos nas imagens, podemos considerar alguns preceitos da Gestalt, ou seja, pensar na repetição das formas, nos agrupamentos, no contraste entre as linhas retas e curvas e na relação da figura com o fundo da imagem.

Um movimento fotográfico que levou em conta essas considerações foi o Modernismo Fotográfico no Brasil. Os fotógrafos desse grupo, inspirados pelos movimentos concretista e pelo construtivismo russo, abusaram das formas geométricas, das linhas e das repetições de padrões em suas imagens. Dentre os fotógrafos mais importantes desse movimento podemos destacar: José Oiticica Filho, Marcel Giro, German Lorca, Thomaz Farkas, José Yalenti e Geraldo de Barros.Veja alguns exemplos de fotos do modernismo brasileiro:

Ainda com relação à questão de composição, veja esse outro belo exemplo menos evidente realizado por Herb Ritz. Perceba a beleza das linhas sinuosas do corpo da modelo e do corte do vestido, assim como a harmoniosa forma do tecido esvoaçante. Tudo isso composto com um fundo claro, limpo e de linha reta.

 Abordagem conceitual: as mil palavras de uma imagem

Dizemos que uma foto é conceitual quando ela traz consigo uma mensagem, uma ideia, ou seja, quando a foto extrapola o campo da imagem pura e se relaciona com outras questões filosóficas, poéticas, sociais ou históricas.

A foto como prova documental

De acordo com a semiótica, a fotografia, é por natureza um índice. Ou seja, uma foto é um registro de algo que realmente ocorreu. Por exemplo: se uma pessoa foi registrada numa foto é porque essa pessoa realmente existiu; se um casamento foi clicado por um fotógrafo, é porque essa cerimônia realmente aconteceu. Isso pode parecer óbvio, mas é justamente esse caráter indicial da fotografia que a diferencia da pintura ou do desenho. Um pintor, por exemplo, pode inventar uma paisagem ou um personagem, mas um fotógrafo (a princípio) não, ele se baseia na realidade, no fato existente. É nesse contexto que estão incluídas as fotos históricas, documentais e sociais. São fotos que tem como valor registrar a existência das coisas, as transformações causadas pelo tempo e a diversidade da cultura humana.

Mas como uma foto que apenas registra um fato pode ter um valor artístico? Pelo simples motivo que nenhuma foto é inocente! Toda foto carrega o ponto de vista do fotógrafo. Ao enquadrar a imagem o fotógrafo está decidindo o que ele quer mostrar e o que quer deixar de fora da imagem. Assim, um mesmo acontecimento pode ser registrado de diferentes maneiras por diferentes fotógrafos. Cada um inclui na sua foto os seus valores, suas convicções, seu ponto de vista, sua opinião e, também, sua poética. São esses elementos que fazem os fotógrafos buscarem uma linguagem própria dentro da fotografia. Assim como na literatura cada escritor tem seu estilo de escrever, na fotografia cada fotógrafo tem seu jeito de olhar para as coisas.

No rol de fotógrafos que trabalham nessa temática podemos destacar grandes nomes como Sebastião Salgado, Claudia Andujar, Cartier Bresson e muitos outros.

Sebastião Salgado, por exemplo, é conhecido mundialmente por suas fotos que trazem uma crítica à exploração do trabalho e às desigualdades sociais. Veja um belo exemplo que esse fotógrafo desenvolveu com o tema “Trabalhadores”, registrando as condições de trabalho de pessoas menos favorecidas.

Claudia Andujar, por sua vez, tem como temática o registro do modo de vida de povos indígenas da Amazônia. Além de ser um belo estudo antropológico, o trabalho dessa fotógrafa é importante para não deixar se perder no tempo a cultura de um povo tão ameaçado em desaparecer.

Cartier Bresson, pautado no seu lema do “instante decisivo” dizia que para se obter uma boa fotografia era preciso saber o momento exato de dar o clique. Baseado nesse preceito, ele registrou de maneira primorosa acontecimentos no início do século passado. Suas fotos registraram fatos reais no momento do ápice de seu acontecimento e, por isso, ademas de surpreenderem pelo inusitado da situação, também nos serve como documento do estilo de vida daquela época.

Contudo, uma foto documental não necessita de grandes eventos, lugares ou pessoas exóticas para ter valor. A foto documental pode ser feita no nosso meio social, no nosso bairro. Registrar a arquitetura do bairro, o modo de vida das pessoas, o caminho que fazemos para ir pra escola ou trabalho, as transformações que a paisagem urbana sobre com o passar do tempo. Todo lugar, toda sociedade, toda comunidade é digna de ser fotografada porque é única no mundo. Podem até existir outras parecidas, mas não serão idênticas, e o mais importante, não serão as mesmas. Veja que lindo registro de um simples fato do cotidiano:

Fotografia: ser em vez de representar

Quando pensamos no valor de uma fotografia sempre a relacionamos como o registro de algo do mundo. Assim, uma foto pode ter um valor histórico por registrar uma época passada; pode ter um valor sentimental se for um retrato de uma pessoa amada ou pode ter um valor documental se for, por exemplo, a prova de um crime cometido.

Contudo, uma maneira interessante de pensar a fotografia é não tê-la como representação de algo (como cópia da realidade), mas alçá-la no lugar desse algo. Isso pode se dar de duas maneiras: na primeira, a fotografia, por ser um objeto físico (um pedaço de papel), é por si só parte da realidade e pode, portanto, ser ícone de si mesma. Na segunda maneira, a fotografia pode carregar tão intrinsecamente a referência daquilo que ela retrata que deixa de ser uma representação para tornar-se um ícone desse objeto ou pessoa. Ou seja, a fotografia deixa de ser uma simples imagem da coisa retratada para tornar-se um objeto independente que pode ser colocado no lugar dessa coisa. Parece complicado? Veja esses dois exemplos abaixo para entender melhor.

Andy Warhol foi talvez o artista mais conhecido da Pop Art americana. Não há quem não conheça suas obras com imagens da Marilyn Monroe, por exemplo. Marilyn foi um ícone do cinema americano. Contudo, esse trabalho de Andy Warhol é tão conhecido quanto a própria atriz. Assim, essa obra de Warhol é um ícone dele próprio e do movimento artístico ao qual ele pertenceu em meados do século passado. Essa imagem da Marilyn Monroe foi tão divulgada que já faz parte do imaginário popular e, portanto, dispensa explicação. Além disso, as obras de Warhol são na verdade serigrafias produzidas a partir de fotografias retiradas de revistas e jornais. Nesse sentido, o trabalho desse artista pop discute o próprio valor da fotografia como meio de divulgação da imagem e a sua característica reprodutível. Ou seja, é da natureza da fotografia permitir indefinidas cópias da mesma imagem. É justamente nesse ponto que Warhol toca quando reproduz dezenas de vezes a foto de Jacqueline Kennedy, por exemplo.

Outro exemplo de trabalho artístico que explora a iconicidade da fotografia é o realizado pelo fotógrafo paraense Alexandre Sequeira. Em seu trabalho Sequeira fotografa moradores de uma pequena vila, às margens do rio Mocajuba, no Estado do Pará. Depois de feitos os retratos, as imagens são transferidas em tamanho natural para toalhas de mesa, cortinas e lençóis pertencentes às pessoas fotografadas. Esses tecidos são, então, colocados de volta na casa de seus donos. Temos aqui um trabalho muito poético no qual a imagem de uma pessoa é gravada em algum tecido pertencente a ela. Como esse tecido fez parte de sua vida, ele está impregnado da existência dessa pessoa, está manchado pelo uso durante anos, ou seja, carrega consigo a história e a presença de seu dono.

Nunca imaginei que minha cortina fosse tão parecida comigo“, exclamou dona Benedita ao ver-se retratada no antigo tecido de sua casa.

A beleza e o interesse do trabalho de Sequeira se dá ao colocar de volta na casa da pessoa a imagem estampada no tecido usado. Com esse ato, o artista não coloca simplesmente a imagem da pessoa na casa dela. O tecido, por pertencer ao fotografado e carregar em si a história de seu dono, é a própria essência da pessoa que retorna ao lar. Assim, podemos dizer que o tecido não é a representação da pessoa, mas está ali no lugar dela, é a sua presença latente. De acordo com Chiodetto, um crítico de arte, “mais que atestar a presença das pessoas em um determinado lugar, as peças reapresentam, entre estampas, manchas acumuladas e a serigrafia sobreposta, delicadas tramas que falam de identidade e memória, esta última indelevelmente associada ao tempo“.

Sobre o tempo e o não-tempo

Quando se vai estudar sobre a filosofia da fotografia inevitavelmente se chega no tema da morte e da eternidade. São vários os autores que tratam desse assunto. Essas questões complexas, a princípio parecem fugidias, difíceis de serem entendidas. Mas quando nos debruçamos sobre elas e nos permitimos ser tocados por esses temas tão profundos, vamos sentindo um novo mundo se abrindo e nunca mais vemos uma foto da mesma maneira, com a mesma ingenuidade que tínhamos antes.

Como já havia dito antes, a fotogarfia é um registro de algum fato que aconteceu. Roland Barthes, um importante estudioso da fotografia, disse que a fotografia é o registro do “isso aconteceu”. Ou seja, quando vemos uma foto, temos a certeza de que aquele episódio ali mostrado realmente se sucedeu. Contudo, o passado é um tempo morto, é um tempo que não volta mais. Sendo assim, a fotografia é o registro de algo morto. Além disso, a fixidez, a imobilidade e o silêncio da imagem fotográfica também nos remete ao tema da morte. Veja o que Lucia Santaella disse a respeito disso: “Diferentemente do cinema, da televisão e do vídeo, que, graças ao movimento, guardam a memória dos mortos como se estivessem vivos, fotografias, devido à imobilidade, fixidez, que lhes são próprias, guardam a memória dos mortos como mortos.”

Por outro lado, se a imagem fotográfica registra um tempo morto, ela também guarda aquele instante passado pelo resto da eternidade. A imagem fotográfica fixa, estável, congelada, imutável, disponível para sempre, nos dá uma espécie de posse sobre o objeto fotografado, algo que pode ser conservado e olhado repetidas vezes.

Num outro nível, ainda mais metafórico, o instantâneo fotográfico, assim como a morte, “é um sequestro de um objeto para um outro mundo. Também como a morte, a tomada fotográfica é imediata e definitiva”. Contudo, “o outro mundo” em que o objeto fotográfico é tragado não é apenas o da morte do instante capturado, mas o de um outro tempo, de duração infinita na imobilidade total, interminável, imutável, perpétuo, eterno. Na petrificação fotográfica não está apenas a imobilidade mortífera, mas também a eternidade latente e indestrutível. Em outras palavras, de modo até mais sublime, quando falamos de morte e eternidade na fotografia, na verdade estamos falando do tempo. O tempo que se passou no momento em que a foto foi tirada; o tempo eternizado na imagem; o tempo que dura a fotografia (pois um dia ela pode se estragar) e o tempo que alguém pode se deter observando essa foto (neste caso, sempre um tempo presente).

São inúmeros os artistas que trabalham a questão do tempo (e da morte) na fotografia. David Hockney é apenas um deles. Por um período, seu trabalho fotográfico consistiu em registrar uma cena usando não apenas uma fotografia, mas um conjunto delas que depois eram justapostas para reconstruir aquele tempo passado. Com este trabalho o artista conseguia esticar o instante fotográfico para o tempo em que durasse a sessão de fotos. Como os modelos fotografados estavam em constante movimento, a cada clique o fotógrafo registrava uma pose diferente. Ao se juntar todas as fotos esses instantes se fundem criando um contínuo de tempo e movimento. Temos aqui uma ambiguidade, cada foto tem seu instante, o conjunto todo tem seu período, mas o que se vê é estático. Temos frações de segundos, registrados a cada clique, que na verdade não correspondem ao tempo exato da imagem e os personagens estão congelados num movimento eterno.

A fotografia cria novas possibilidades

Não tem como, sempre que falamos de fotografia estamos falando do registro da realidade. Mas será que deve ser sempre assim? Não poderia a fotografia inventar novas realidades, propor novos mundos, situações improváveis e personagens fantásticos? Claro que sim! Ainda mais com o advento da tecnologia digital e dos recursos do photoshop. Aliás, atualmente, a manipulação digital da imagem é tão comum que dispensa até mesmo qualquer exemplificação nesse texto.

Mas, mesmo muito antes de toda essa tecnologia existir, os artistas já se utilizavam da fotografia para propor situações inexistentes. Como exemplo disso podemos citar as fotografias surrealistas e as fotomontagens.

Ambos os movimentos surgiram no início do século passado e se utilizavam de recursos muitas vezes bastente primitivos como o recorte e a colagem. Se antes a fotografia sofria o preconceito de não ser uma técnica artística por ser um registro frio e objetivo da realidade, após essas vanguardas artísticas os fotógrafos romperam de vez com qualquer dúvida que pudesse existir com relação ao pertencimento da fotografia ao mundo da arte. Veja alguns exemplos abaixo e conclua você mesmo se essas imagens não são expressões poéticas e conceituais de seus autores.

Para finalizar quero apenas mostrar uma dupla de artistas franceses que trabalha com a criação de mundos ideais por meio da fotografia. Pierre et Gilles desenvolveram uma técnica de trabalho que funde fotografia e pintura e por meio de sua arte criam um mundo de fantasia, glamour e perfeição. Através da confecção de cenários, figurinos, maquiagem e do jogo de iluminação, os artistas constroem o conceito de ideal, que baseado na artificialidade, ultrapassa o “falso absoluto” para atingir o grau de hiper-realidade. Os personagens utilizados em suas fotos também ajudam na construção desse mundo ideal e belo. São recorrente em seus trabalhos a retratação de santos, mártires, heróis, deuses gregos e, é claro, celebridades do mundo real que, ironicamente vivem num mundo de fantasia à parte de nossa realidade.

Ficou interessado em estudar mais sobre a relação entre fotografia e arte? A Escola de Fotografia Áurea Fotográfica preza muito o desenvolvimento da linguagem e a exploração das diferentes possibilidades que a fotografia oferece. Nós temos professores que além de fotógrafos são artistas plásticos e, por isso, estão constantemente explorando esse campo da fotografia conceitual. Venha estudar conosco e desenvolver também esse seu lado artístico! Conheça mais sobre a escola em nosso site: www.aureafotografica.com.br

O diafragma e os números f

Os fundamentos da fotografia estão baseados no controle da luz que pode ser feito por três ajustes diferentes: ISO, diafragma e obturador. Esses três ajustes são muito bem explicados nos cursos de Fotografia Express e Fotografia Básica oferecidos pela Escola de Fotografia Áurea Fotográfica.

Neste post falaremos sobre o diafragma.

diafragma fotografia

Como se vê na imagem acima, o diafragma nada mais é do que um orifício na lente da câmera que possui uma abertura variável para permitir a entrada de mais ou menos luz durante o ato fotográfico. O raciocínio é muito simples, se você está num ambiente pouco iluminado (interior de uma casa, por exemplo) o diafragma deve ser aberto para que a máquina consiga captar o máximo de luz possível. Já, se você está num ambiente muito iluminado (uma praia com sol), o diafragma deve ser fechado para diminuir a quantidade de luz que entrará na máquina e evitar que a foto fique estourada (excesso de branco)

Os diferentes graus de abertura do diafragma são denominados por númerosque podem variar de 1 até acima de 40, dependendo da lente utilizada. 1 é a abertura máxima do diafragma, quando entra o máximo de luz. As numerações tradicionais do número f são: 1 – 1.4 – 2 – 2.8 – 4 – 5.6 – 8 – 11 – 16 – 22 – 32 – 45.  Contudo, máquinas mais sofisticadas podem apresentar valores intermediários pra o número f, permitindo assim, um controle mais preciso sobre a quantidade de luz que entra pela lente.

A relação entre o número f e a abertura do diafragma  é inversa, ou seja, quanto menor o número f, maior é a abertura do diafragma. Veja a imagem abaixo:

diafragma números f

A tabela a seguir indica os valores existentes para o número f. Os números que estão marcados em verde indicam que a abertura do diafragma foi reduzida pela metade, assim, a cada número verde, a quantidade de luz que entra na máquina é a metade em relação ao número anterior. Exemplo: a quantidade de luz que atravessa a lente numa abertura de diafragma f/4 é a metade da luz que entra quando a abertura é f/2.8. Ou pode-se pensar ao contrário: a quantidade de luz que entra na câmera em f/2.8 é o dobro do que em f/4.

diafragma - número f

Na prática, os fotógrafos chamam de aumentar ou diminuir 1 ponto quando eles mudam a abertura do diafragma de modo a entrar o dobro ou a metade de luz em relação a abertura que eles estavam usando antes. Exemplo: se você está fotografando com abertura f/4 e alguém te pede para diminuir 1 ponto, você já sabe que terá que fotografar em f/5.6, pois assim estará fotografando com a metade da luz anterior.

A abertura do diafragma está diretamente relacionada com a profundidade de campo, ou seja, o que vai estar focado ou desfocado na sua imagem. (A profundidade de campo será abordada em outro tópico em breve)

Como dito no início deste tópico, o diafragma, juntamente com o obturador, controla a quantidade adequada de luz que entrará na máquina  para as condições em que você está fotografando. Para entender mais sobre o assunto leia os tópicos a seguir:

Obturador: velocidade de exposição (será postado em breve)

Exposição: a lei da reciprocidade (será postado embreve)

(assim que os tópicos acima forem postados, esta página será atualizada para que se crie os links correspondentes)

Se quiser aprender na prática, com o acompanhamento de um professor para que não reste nenhuma dúvida, venha estudar conosco. Os cursos de Fotografia Express e Fotografia Básica oferecidos pela Escola de Fotografia Áurea Fotográfica abordam os conceitos fundamentais da fotografia de maneira muito prática e didática. Venham conferir e aprender com eficiência!

Pierre et Gilles

O universo da fotografia pode ser muito mais amplo do que simplesmente fotografar. A fotografia pode ser interagida com outras técnicas e linguagens. É o que faz a dupla de artistas franceses Pierre et Gilles que mistura fotografia e pintura. Extrapolar os limites da fotografia, pensar na produção fotográfica muito além do registro da realidade é um dos objetivos da Escola de Fotografia Áurea Fotográfica. Nós também nos preocupamos com a formação artística de nossos alunos, por isso, dedicamos esse post a essa dupla maravilhosa que revolucionou a linguagem fotográfica contemporânea. Esperamos que gostem! Para mais informações de nossos cursos, acesse o site da escola: www.aureafotografica.com.br

Pierre et Gilles é como se denomina a dupla de artistas franceses formada por Pierre Commoy e Gilles Blanchard. Os artistas, que são casados, trabalham em conjunto unindo pintura e fotografia em obras de complexa composição pictórica e conceitual.

Nós amamos idealizar, mas falamos também da morte, do mistério e do absurdo da vida. Há tanto de doçura quanto de violência em nossas imagens.” (Pierre et Gilles)

Pierre Commoy, o fotógrafo, nasceu em 1959 em La Roche sur Yon, e Gilles Blanchard, o pintor, nasceu em 1953 em Le Havre.

No começo dos anos 70 Gilles se graduou na École des Beaux-Arts em sua cidade, enquanto Pierre estudou fotografia em Geneva.

Em 1974, Gilles se mudou para Paris para pintar e fazer ilustrações para revistas e publicidade. Pierre começou trabalhando como fotógrafo para as revistas Rock & Folk, Dépèche Mode e Interview 

Em outono de 1976, Pierre e Gilles se conheceram na inauguração da boutique Kenzo em Paris e passaram a viver juntos na Rue des Blancs-Manteaux, em um apartamento que eles também usavam como estúdio. No ano seguinte eles começarama trabalhar juntos da maneira como fazem até hoje: Gilles pintando sobre as fotos feitas por Pierre. Seus trabalhos tornaram-se populares a partir das imagens feitas para a revista Façade, com retratos de Andy Warhol, Mick Jagger e Iggy Pop.

Em 1979 os artistas se mudaram para Bastille, fizeram seus primeiros trabalhos para Thierry Mugler, produziram capas de discos para artistas amigos e fotos fashion para publicidade e retratos para revistas. Eles também fizeram sua primeira viagem para a Índia, país que tem inspirado muito o trabalho da dupla.

Em 1983 Pierre e Gilles fizeram sua primeira exposição individual na Galeria Texbraun em Paris.

Em 1984 eles trabalharam extensivamente para artistas musicais, como Sandii, Etienne Daho, Sheila, Krootchey e Mikado, para quem a dupla dirigiu seu primeiro video clipe.

Em 1987 os artistas viajaram uma vez mais para a Índia e começaram a trabalhar com temas religiosos e mitológicos.

Em 1989 eles se tornaram amigos de Marc Almond, com quem trabalharam por muitos anos.

Em1993 foi dado à dupla, pela cidade de Paris, o Grande Prêmio de Fotografia. Além disso, eles produziram um trabalho para a Absolut Vodka.

A primeira exposição retrospectiva dos artista aconteceu em 1996 no Maison Européenne de la Photographie, em Paris.

A dupla é um dos principais nomes da arte na Europa e tem por característica misturar elementos da cultura pop com ícones religiosos, mitológiocos, do mundo da publicidade e da cultura gay, construindo uma estética kitsch carregada de simbolismo.

Ainda que Pierre et Gilles estejam diretamente ligados à cultura pop, eles têm sido excluídos de muitas discussões sobre arte contemporânea. Isso porque a atitude explícita da dupla quanto à importância da beleza na experiência da arte tornou difícil para os críticos contextualizarem o trabalho deles em termos das tendências dominantes na produção artística dos dez úlimos anos. Mesmo assim, os artistas vêm desenvolvendo trabalhos de grande projeção internacional a ponto de definir novos padrões para a estética homoerótica.

Infelizmente, somente a partir de reproduções em livros e na internet, fica difícil entender a complexidade que envolve o processo de produção de cada imagem. As obras exigem precisão, planejamento e uma produção meticulosa. Começando com croquis, eles se envolvem em um complexo estudo para a elaboração da cena antes de chegar à cenografia desejada. A partir desses desenhos, o trabalho prossegue com a seleção de modelos, o desenvolvimento do figurino, maquiagem, sistema de iluminação, além da construção de cenários e adereços, para os quais a dupla de artistas reune elementos decorativos, tais como: tecidos diáfanos, luzes de Natal, quadros de papel-machê, guirlandas de flores artificiais, miniaturas da Torre Eiffel, bichos de porcelana e gnomos de borracha.

Estando tudo montado, Pierre fotografa a cena usando uma câmera de grande formato. Em seguida, uma única imagem é selecionada dentre as muitas feitas durante a sesssão fotográfica. Gilles, então, pinta meticulosamente sobre a foto para, afinar as cinturas, suavizar as rugas faciais, acentuar os cílios e adicionar destaque para os dentes que brilham mais branco do que o branco. O resultado é a obtenção de uma obra única com cores vivas, olhos luminescentes, glitter brilhante e uma decoração deslumbrante, algo entre uma ópera barroca e uma discoteca de mau gosto.

Em suas fotos, Pierre e Gilles pagam tributo ao “culto da personalidade”, retratando de uma maneira glamurosa ou devotada ícones do cinema, astros do rock e ídolos pop, que são, na vida contemporânea, tão adorados quanto santos cotólicos, mártires e deuses hindus. Através da confecção dos cenários e do jogo de iluminação, os artistas constroem o conceito de ideal, que baseado na artificialidade, ultrapassa o “falso absoluto” para atingir o grau de hiper-realidade.

Na celebração descarada da cultura pop, estas fotografias pintadas abraçam uma estética da moda contemporânea com base no exagero, na sedução e na estilização. Elegante e audaz, esse olhar sugere a teatralidade punk chic de Gaultier e a sensualidade dos ternos de Thierry Mugler, bem como a sensibilidade gay, que Susan Sontag definiu como “Ser-como- Interpretação de um papel … um prolongamento do conceito da “metáfora da vida como teatro”.

Em alguns de seus trabalhos recentes, o teatro é injetado com elementos do porno-kitsch e católico-kitsch como, por exemplo, as imagens dos meninos com o pênis ereto, retratados como santos em altares envoltos por uma aoreola de luz e guirlandas de flores de plástico. Nessas obras de sexualidade e sensualidade, os autores promovem um esmaecimento entre a agonia de um mártir e o ecstasy e se utilizam dos conceitos religiosos para retratar o culto ao corpo e à beleza como uma doutrina pregada pela cultura de massa tão vigente na atualidade.

Pierre et Gilles,com o uso dos seus elementos kitsch, são subversivos e inocentes. Suas imagens de pênis eretos brincam de modo perverso e original com o romance inocente e a recriação perpétua de clichês piegas. Estranhamente, o que é tão perturbador sobre este trabalho é a sua total falta de ironia. Enquanto a réplica gigantesca em porcelana de “Michael Jackson and Bubbles” feita por Jeff Koons soa arrogante, Pierre e Gilles continuam idealistas. Menos focada em paródias e personas de uma visão sentimental, eles nos mostram o paraíso em uma visão simples: homens crescidos usando seus nomes de menino.

As primeiras obras em exibição da dupla francesa são uma série de retratos de amigos e celebridades do final dos anos 70 e início dos 80. Dentre os retratados temos desde superstars, como Iggy Pop e Yves Saint-Laurent, à figuras menos conhecidas como Arja e Krootchey. Este trabalho inicial é distinguido pela falta de detalhes pictótiocos a fim de concentrar sua importancia na pessoa retratada. Uma exceção é o trabalho mais elaborado “Le Cow-boy – Victor” de 1978. Nesta obra, há uma espiral em branco, azul e vermelho com estrelas azuis por trás do personagem título, cuja pose de apontar uma arma é compensada pela presença de luvas rosa e um lenço amarelo. Também a obra de 1981, “Adam et Eve – Eva Ionesco e Kevin Luzac”, é ornamentada por um fundo de flores e árvores sugerindo o Jardim do Éden.

A partir de 1983, Pierre et Gilles passam a usar configurações mais elaboradas para os seus temas, atingindo, muitas vezes, um resultado cômico. Como exemplo, pode-se citar a obra “La Panne – Patrick Sarfati e Ruth Gallardo” que mostra um momento pós-coito. Neste caso a construção da cena não depende só da decoração do quarto, mas também no cabelo estilizado e da composição dos corpos dos dois modelos.

Em 1985, Pierre et Gilles embarcaram na primeira das diversas séries pictóricas “Les Pleureuses”, que mostra um conjunto de sujeitos arquetípicos (o marinheiro, o faraó) no ato de chorar. Embora ressaltando o interesse dos artistas nas dimensões cultural de seus personagens, “Les Pleureuses” resumem o compromisso com uma sensibilidade inconfundível gay. A mesma temática homoerótica aparece na série seguinte “Santos e Mártires”, que apresenta modelos caracterizados de santos católicos com faces de pinup e físicos másculos.

Ao final dos anos 80, Pierre et Gilles passaram a trabalhar com figuras mitológicas não-cristãs, como Netuno, Sarasvati, e Medusa. Este interesse em assuntos religiosos foi associado com um fascínio crescente com as ideologias seculares. Ainda, momentos históricos e questões políticas também permearam as obras dos artistas. “Le Petit Communiste – Christophe” de 1990, por exemplo, mostra um soldado Soviético uniformizado com a familiar lágrima escorrendo sobre seu rosto. O trabalho foi criado um ano depois da queda do Muro de Berlim. “Le Petit Chinois – Tomah” de 1991, em que um homem asiático de camisa branca confronta o espectador com uma faca ensangüentada na mão, pode ser lido como a imagem de uma China desafiadora.

Nos anos 90, a gama de assuntos e modos de produzir dos artistas estão ainda mais amadurecidos. Apesar de Pierre et Gilles continuarem a fotografar celebridades, como nos retratos surpreendentes de Catherine Deneuve (1991), Nina Hagen (1993), Sylvie Vartan (1994) e Juliette Greco (1999), eles são capazes de produzir imagens tanto bem-humoradas, como o exagerado “Eu te amo – Dominique Blanc” (1992), quanto melodramática, como “Le Papillon Noir – Polly” (1995). Algumas das imagens mais recentes introduziram um tom melancólico que é novo para o trabalho da dupla, evidenciado pelo olhar distante de seus modelos favoritos: “Tentation – Jiro Sakamoto” (1999) ou nos capacetes aparentemente vazios em “Autoportraits sans Visage” (1999). Mas sua série mais elaborada dos anos 1990, “Les Plaisir de la Forêt”, que compreendem cenas eróticas numa floresta norturna, destaca a combinação de tensão erótica, cenários executados de forma elaforada e atenção ao mínimo detalhe que caracteriza a obra supreendentemente diversa de Pierre et Gilles.

Em novembro de 2009, a dupla inaugurou, pela primeira vez no Brasil, a exposição “A apoteose do sublime” no espaço Oi Futuro na cidade do Rio de Janeiro, como parte das comemorações do Ano da França no Brasil. Marcus de Lontra, curador da exposição, aproxima Pierre et Gilles do Brasil, especialmente da capital carioca, pois os artistas carregam essa vertente do deboche, do sensual, do Kitsch: “O trabalho de Pierre et Gilles, cheio de vitalidade, é próximo do espírito brasileiro. Tendo em vista sua exuberância, intensidade cromática, sensualidade e mistura tipicamente Kitsch, nos fazendo remeter às alegorias e fantasias dos desfiles de escolas de samba brasileiras.”

Ainda, segundo o curador, outra semelhança das obras da dupla com o Brasil são as muitas referências aos santos. Uma delas, que tem como modelo o brasileiro Jaime de Oliveira, e foi realizada especialmente para a exposição no Rio, representa São Sebastião, o padroeiro da cidade.

Em estrevista aos jornais locais, os artistas destacaram a dimensão internacional do seu trabalho: “No Japão, alguns se identificaram com a mistura de violência e doçura das nossas telas. Na Rússia, com a referência aos ícones de santos ortodoxos. Aqui, podemos notar, além das imagens religiosas, a sensualidade e a leveza, mas também esse lado triste da saudade, que fazem parte do nosso universo”, observou Gilles Blanchard.

Ainda, aproveitando a visita ao Brasil para a abertura da exposição, a dupla buscou em nosso país inspiração para futuras obras. “Estamos muito interessados na figura de Iemanjá e nos sincretismos afro-brasileiros”, disse Pierre Commoy.

Para concluir: a obra de Pierre et Gilles “é deliberadamente fundida com a cultura popular no tempo presente. Os artistas, criaram um mundo visual em que o artifício e realidade são inseparáveis. Empregando adereços, maquiagem, figurino e iluminação que acentuam a qualidade progressiva de seus conjuntos fotográficos, Pierre et Gilles perseguem um ideal de beleza em suas extravagantes fotografias pintadas à mão que destroem sistematicamente qualquer distinção entre kitsch e a expressão do sublime. Ambos, os artistas e seus temas, parecem insistir na completa credibilidade de seus personagens alegóricos, ao mesmo tempo em que se deleitam na evidência de que tudo em suas fotos é uma ilusão.

Panorâmicas: como fazer

Panorâmica Torre do Relógio

Fotos panorâmicas são aquelas em que temos um ângulo de visão maior do que o de uma foto normal. Para isso podemos usar uma lente especial que permita uma grande abertura angular (enquadrar uma área de visão muito grande), ou então fazer uma montagem no Photoshop com várias fotos justapostas.

Neste tópico será apresentada esta segunda maneira de se fazer panorâmicas, que além de ser mais fácil e acessível para qualquer pessoa, já que não exige equipamento especial, também tem a vantagem de se conseguir fotos gigantescas, facilmente ultrapassando 1 metro de comprimento.

Esta técnica de fotografia panorâmica é apenas um dos tópicos do curso de Photoshop oferecido pela Escola de Fotografia Áurea Fotográfica. O nosso curso é voltado especificamente para fotógrafos, o que significa que ensinamos as ferramentas que são realmente úteis pra quem trabalha com tratamento de imagem fotográfica. Quer conhecer o cronograma completo do nosso curso? Então clique aqui.

Fotografando uma paisagem:

Para se fazer uma panorâmica precisamos de várias fotos de uma mesma paisagem. Para isso, fotografe a paisagem apenas girando o corpo na altura da cintura, sem mover os pés do lugar. Se preferir, você pode usar um tripé para um trabalho mais preciso. Na hora de fotografar, atente para os seguintes cuidados:

Deixe a máquina no modo manual para ajuste de diafragma e obturador e balanço de branco: sempre que vamos fotografar algo é necessário ajustar a quantidade de luz que entra na máquina para conseguirmos uma imagem perfeita. Fotógrafos amadores sempre deixam a máquina no modo automático, pois terão a garantia de fotos boas, além de que dessa maneira se dispensa conhecimentos técnicos. Contudo, para uma foto panorâmica isso não funciona, pois cada vez que giramos o corpo para tirar uma nova foto a máquina pode fazer ajustes diferentes para garantir uma exposição correta da luz. Isso varia dependendo da cor e do brilho do objeto que é fotografado. Se deixamos a máquina no modo automático corremos o risco de que uma foto saia mais clara ou mais escura que a outra. Para evitar essas variações, ajuste manualmente a exposição (abertura do diafragma e velocidade do obturador) para a primeira foto e depois tire as seguintes sem alterar esses ajustes.

O mesmo raciocínio serve para o balance de branco. Se o deixarmos no modo automático, corremos o risco de que cada foto saia com uma tonalidade diferente. Para evitar essa variação, escolha um ajuste pré-definido de acordo com a condição de luz do momento. Ex: luz do dia, nublado, sombra, etc.

Respeite a linha do horizonte:  É importante manter a altura da câmera numa linha horizontal imaginária. Todas as fotos devem ser tomadas respeitando essa linha, não tire fotos mirando a câmera ora mais pra cima ou ora mais para baixo. Veja o exemplo abaixo: todas as fotos estão na mesma altura.

Faça o enquadramento com a câmera na vertical: para aproveitar melhor a altura da panorâmica, faça as fotos segurando a câmera na vertical, como mostra o exemplo. abaixo. Assim, você terá uma panorâmica mais alta e não tão fininha e comprida.

 Aproveite apenas o terço central da imagem: para que as panorâmicas fiquem boas, sem distorções, devemos aproveitar somente a parte central da imagem. Dessa maneira, no momento de fazer as fotos, divida o campo da imagem em três partes iguais na vertical. A cada tomada de uma nova foto, gire o corpo um pouco para o lado. Porém, assegure-se de fazer com que as imagens que vêm em seguida contenham um pouco daquilo que foi enquadrado na imagem anterior. Veja o exemplo: os terços laterais de cada foto serão eliminados no photoshop. Contudo, perceba que no terço central de cada imagem aparece um pouco daquilo que é visto nas fotos laterias.

panorâmcia terço central

Montando a panorâmica no Photoshop:

janela photomergeJuntando as fotos num único arquivo: essa é a hora de montar a panorâmica. Para isso clique em “Arquivo” → “Automatizar” → “Photomerge”

Abrirá uma janela como a acima. Clique em “Procurar” e selecione as fotos que você acabou de fazer.  Não se esqueça de deixar marcada a opção “remoção de vinheta”. Isso é muito importante para que a sua panorâmica não fique listrada com cores mais claras e mais escuras. Então clique em “OK”.

O Photoshop executará uma série de cálculos para justapor as imagens da melhor maneira possível. Então um novo arquivo será aberto, contendo cada imagem num layer diferente.

Ajustando as emendas das imagens: apesar de o Photoshop justapor as imagens de modo excelente, pode acontecer de em alguns pontos a junção não ficar muito boa. Isso acontece principalmente nas bordas da imagem e quando o fotógrafo gira muito a câmera de uma foto para outra de modo que no momento da junção das fotos o Photoshop tenha que utilizar mais que o terço central da imagem. No exemplo abaixo,  os fios do poste não se encontram. Neste caso é necessário que façamos esses ajustes manualmente. Cada caso exigirá uma ferramenta mais adequada. De maneira geral as ferramenta mais usadas são:  “borracha”, “carimbo”, “borrar” e “pincel de recuperação”. Todas essas ferramentas são encontradas na barra lateral esquerda.erro na junção

Cortando a imagem: após fazer todos os ajustes de emendas é necessário recortar a imagem para retirar rebarbas das laterais. Assim, você terá uma imagem inteiriça e perfeita! Veja os exemplos a seguir:

Panorâmica Poços de Caldas

Panorâmica USP

Panorâmica noturna São Paulo

Gostou do tópico? Ficou interessado em aprender outras técnicas de manipulação de imagem no Photoshop? Obtenha mais informações sobre nosso curso aqui.

Regra dos terços

Você já reparou no logotipo da nossa escola, a Áurea Fotográfica? É o desenho da espiral áurea que serve como base para a composição da arte clássica, seja pintura, escultura ou até mesmo arquitetura.

Áurea fotográfica

Uma simplificação dessa proporção dourada para tornar a composição mais fácil é a regra dos terços.

O LULI RADFAHRER, um dos professores mais conceituados da USP, diz que a câmera fotográfica não é uma arma para você mirar bem no centro de  algo e atirar. Portanto, a regra básica para conseguir boas composições é: não centralize! Desloque seu objeto de interesse para um dos cantos da imagem.

avião na mira!

Veja a foto acima do avião. Acho que o autor queria derrubá-lo, e o pior é que ele é bom de mira. Centralizou direitinho o avião! Mas com isso, errou feio na composição.

Ainda segundo o Luli, a simetria é algo óbvio, estático e previsível. Por isso temos que fugir da centralização para promover o dinamismo na imagem.

regra dos terços

A regra dos terços é muito simples, com duas linhas imaginárias, divida a imagem em três partes iguais tanto na vertical quanto na horizontal. Procure colocar os objetos principais da sua foto em uma dessas linhas ou na intersecção delas, onde são os focos de interesse, como mostra o esquema acima.

Veja o seguinte exemplo:

Plaza del Ayuntamiento, Valencia, Espanha

Os principais focos de interesse nessa foto são: o velhinho e o sol. Perceba como eles estão posicionados sob as linhas que dividem os terços verticais da imagem. Ainda, continuando a composição, podemos ver a linha do horizonte sob  a linha que delimita o terço inferior. Esses elementos foram parar aí por sorte? Claro que não! O enquadramento e o ponto de vista do fotógrafo foram ajustados para que cada elemento de interesse ficasse em uma das linhas que dividem os terços.

Cristiane Frolini

Veja este segundo exemplo acima que é menos evidente. Os focos de interesse que são os seios, a mão e o rosto não estão exatamente sob as linhas que dividem os terços. Mas a regra continua sendo respeitada: os seios e a mão estão no terço inferior da imagem e o rosto está no terço superior esquerdo. Deu pra perceber que existe uma tolerância para deslocar os elementos um pouco pra lá ou pra cá. Eles não precisam ficar exatamente sob as linhas.

barbie

Quando fazemos um retrato, o foco de interesse está na cabeça. Então, atenção a ela! Monte a composição de modo que a cabeça do retratado esteja sob uma das linhas verticais. Se ela estiver numa intersecção de uma vertical com uma horizontal, melhor ainda. De modo geral, a imagem fica melhor quado o espaço livre da imagem (o fundo) está do lado para o qual a pessoa retratada está olhando. Neste exemplo acima, como a cabeça da Barbie está ligeiramente virada para a esquerda da imagem, foi deste lado que o espaço apareceu. Assim parece que a pessoa tem mais ar pra respirar e também não dá a sensação que que ela está olhando fixamente contra uma parede.

composição rosto

Já, quando fotografamos um rosto, os pontos de interesse são os olhos e a boca. Portanto, atente para as posições deles na imagem. Confira como isso foi feito no exemplo acima: os olhos no terço superior; a boca no terço inferior; toda a cabeça no terço direito e o fundo (o vazio da imagem) mais do lado para o qual o rosto está virado.

Anda com relação à regra dos terços devemos pensar o seguinte. O que está no alto da imagem nos traz a sensação de leveza, movimento, alegria, espiritualidade, céu. Enquanto que tudo que está abaixo nos dá a sensação de peso, descanso, estabilidade, tristeza, solidez, terra. Assim, quando for compor a imagem, pense naquilo que você quer transmitir ao observador. Observe os exemplos abaixo.

composição avião pássaro

Voltando à nossa primeira imagem do avião. Perceba como ela ficou melhor enquadrada desta maneira. Assim, temos a sensação de que o avião voa mais alto. Já na imagem ao lado, como o passarinho está pousado num galho, ficou melhor enquadrá-lo no terço inferior da imagem, assim temos a sensação de que ele descansa tranquilo.

Pra terminar veja esses dois últimos exemplo:

composição caminhando

As duas fotos ao lado foram feitas a partir de uma mesma imagem, porém perceba como elas são diferentes. Na primeira, como temos mais imagem na frente do homem, temos a sensação de que ele está chegando, entrando na história que a foto conta. Já na segunda imagem, como temos mais fundo atrás do homem, temos a sensação de que ele está indo embora, está saindo da nossa história.

Concluindo, a regra dos terços serve para inserir o elemento principal da foto num contexto, inserir o personagem numa história, relacionar os diferentes planos da imagem e guiar o olho do obsevador. Essa regra é excelente e funciona para a grande maioria das imagens. Até dá pra fazer boas composições fugindo disso, mas o que ninguém pode negar é que a regra dos terços nunca falha.

A regra dos terços é a primeira ensinada quando se fala de composição da imagem fotográfica. Mas ela não é a única. A Escola de Fotografia Áurea Fotográfica dá muita importância à composição da imagem. Queremos que nossos alunos desenvolvam o olhar para fazer fotos harmoniosas e criativas. Acesse o site da escola para conhecer nossos cursos: www.aureafotografica.com.br