Pinhole: como funciona

Está certo que vivemos na era da fotografia digital e a Escola de Fotografia Áurea Fotográfica oferece vários cursos para quem quer se aperfeiçoar nessa área. Mas é sempre interessante a gente aprender sobre os processos tradicionais da fotografia, até mesmo para entendermos como se deu a evolução da técnica e da linguagem fotográfica. Por isso, nesse post, vamos falar sobre aquelas câmeras fotográficas feitas de latinha. E elas funcionam de verdade!

O termo Pinhole (se lê pinrrole) significa “buraco do alfinete” em inglês e se refere às câmeras fotográficas muito primitivas feitas geralmente com latas. O termo se deve justamente porque essas câmeras utilizam um furinho feito com a ponta de um alfinete em vez de lentes de vidro.

Apesar de muito simples, essas câmeras funcionam perfeitamente porque obdecem à todas as leis da física para a formação da imagem. Por isso mesmo a imagem formada é invertida, como mostra a figura abaixo:

Isso acontece porque todo objeto iluminado emite luz em todas as direções, só que o buraco do alfinete só permite a passagem de alguns desses raios. Como o raio caminha em linha reta, aquele que sai da parte de cima do objeto se projeta na parte de baixo do fundo da lata e aquele que sai da parte de baixo do objeto se projeta na parte de cima do fundo da lata. O mesmo acontece com os raios laterais. Aqueles que saem do lado direito do objeto se projetam no lado esquerdo da lata e os que saem do lado esquerdo, se projetam do lado direito. Para entender melhor, veja a figura abaixo mostrando o caminho dos raios de luz:

Para que possamos fazer uma fotografia com uma câmera dessas é preciso colar um papel fotográfico no fundo da lata, onde a imagem se forma. Esse procedimento deve ser feito num ambiente escuro, já que o papel é sensível à luz.

O papel fotográfico que forma imagens em preto e branco é formado basicamente de duas camadas: uma camada de gelatina tranparente contendo grãos de sais de prata sobre uma camada de papel.

Os grãos de sais de prata são sensíveis à luz. Isso quer dizer que, quando a luz atravessa o furo do alfinete, o local que recebe luz será sensibilizado e os sais de prata sofrerão uma transformação estrutural em suas moléculas. Já os locais que não receberem luz permanecerão com a prata inalterada.

Ao se levar o papel fotográfico para o laboratório e revelá-lo com os produtos químicos adequados, os grãos de prata que foram sensibilizados pela luz sofrerão uma reação química e se tornarão prata metálica que tem a cor preta. Assim, os locais que receberam mais luz ficarão mais pretos, enquanto que os que não receberam luz nenhuma continuarão brancos. Tendo isso em vista pode-se entender porque a imagem formada é negativa. Ou seja, o que era branco no objeto fica preto na imagem e o que era preto no objeto fica branco na imagem. Veja a foto abaixo feita com uma câmera pinhole para entender melhor o processo:

Perceba na imagem que o céu está escuro, enquanto as folhas das árvores estão claras. O correto seria o oposto.

Para se ter uma imagem positiva com a câmera pinhole é necessário fazer uma cópia para outro papel fotográfico a partir dessa primeira imagem. Para tanto basta pegar um papel fotográfico ainda não sensibilizado pela luz, colocá-lo sob a foto obtida com a pinhole e expor esse conjunto por alguns segundos à uma luz. Veja o esquema a seguir:

Dessa maneira, onde está preto na imagem obtida pela pinhole, a luz não atravessará e, portanto, não sensibilizará o papel de baixo. Portanto nesse local a imagem formada será branca. Por sua vez, onde está branco na imagem da pinhole a luz passará normalmente e sensibilizará o papel fotográfico que após revelado ficará preto.

Veja como a foto anterior ficou após esse processo:

Uma máquina fotográfica convencional funciona exatamente como uma câmera pinhole. Só que no local do furo da agulha é colocado um conjunto de lentes de vidro para se ter um maior controle da luz. Além disso, no local do papel fotográfico é colocado o filme. Ou seja, quando a luz atravessa o conjunto de lentes a imagem se forma no fundo da câmera, justamente onde está o filme fotográfico.

Como o filme tem o mesmo funcionamento do papel fotográfico, a imagem que se formará nele também é negativa. Ou seja, partes luminosas do objeto vão emitir mais luz e, por isso, vão sensibilizar mais o filme, fazendo a região correspondente da imagem ficar escura. Enquanto que partes do objeto com pouca luz não vão sensibilizar o filme e este permanecerá branco. Entendeu agora porque o filme fotográfico é negativo?!

Para se obter uma imagem positiva a partir desse filme, basta, em um laboratório fotográfico, fazer um feixe de luz atravessar o filme e incidir sobre um papel fotográfico. Para isso se usa um ampliador, como mostra a imagem a seguir. O raciocínio é exatamente o mesmo para se obter o positivo a partir da fotografia feita na pinhole. 

A câmera digital tem o mesmo princípio da pinhole e da câmera de filme. A diferença é que no local do filme existe um sensor eletrônico que converte a luz em impulsos elétricos que são processados nos circuitos internos e novamente são convertidos em imagem na tela traseira da câmera.

Câmera digital: qual comprar?

A escolha de qual câmera comprar é a dúvida de todas as pessoas que estão ingressando no mundo da fotografia. Por isso a Escola de Fotografia Áurea Fotográfica está disponibilizando esse post para ajudar os iniciantes. Independente de qual câmera você vá comprar é sempre bom aprender a usar todos os recursos que ela oferece. Desenvolver o olhar e conhecer as regras de composição da linguagem fotográfica também é imprescindível para uma boa fotografia. A Áurea Fotográfica oferece cursos para todos os tipos de câmeras e todos os níveis de conhecimento. Acesse o site da escola e conheça nossos cursos: www.aureafotografica.com.br

As câmeras digitais são basicamente divididas em três categorias: câmeras compactas, câmeras bridge e câmeras DSLR. A diferença entre elas está mais na quantidade de recursos que cada modelo apresenta do que na resolução em megapixels da imagem, já que, atualmente, as câmeras compactas (domésticas) apresentam resolução tão grande quanto as câmeras profissionais. Vejamos  as vantagens e desvantagens de cada categoria.

Câmeras compactas

Câmeras compactas são as mais comuns no mercado. São essas câmeras domésticas que todo mundo compra. Um exemplo é a da foto mostrada acima.

Essas câmeras têm a vantagem de serem pequenas e, portanto, fáceis de transportar, além de serem as mais baratas do mercado e fáceis de manusear.

As câmeras compactas são desenvolvidas para o grande público. Mesmo uma pessoa leiga consegue operá-las sem dificuldades, já que seus ajustes são todos automáticos, bastando a pessoa apertar o botão.  Contudo, justamente por serem automáticas, as câmeras compactas oferecem poucos recursos de ajustes. No geral elas apresentam algumas poucas opções pré-definidas, tais como: “Praia”, “Pôr-do-sol”, “Retrato”, “Esportes”, “Close up” e “Noturno”. Algumas câmeras ainda permitem o ajuste de temperatura de cor da luz (balanço de branco) e ISO. Porém, essas câmeras compactas não trazem os ajustes de diafragma e obturador (ou, pelo menos, um ajuste simples de exposição) que são imprescindíveis para aqueles que querem fazer fotos mais específicas ou artísticas. Além disso, as câmeras compactas só permitem gravar os arquivos das imagens no formato JPG e não permitem a troca de lente. Essas câmeras são destinadas às pessoas comuns que querem simplesmente fazer registros do cotidiano, como festas de família, passeios e viagens de férias.

Para saber as funções do diafragma e do obturador, leia os tópicos correspondentes aqui no blog mesmo.

Câmeras bridges

Existe uma grande variedade de câmeras que se enquadram nessa categoria. Esse tipo de câmera é intermediário entre uma câmera compacta e uma DSLR, por isso são chamadas popularmente de bridge, ou seja, fazem uma ponte entre as compactas e as DSLR. Além de todos os ajustes descritos para as câmeras compactas, as câmeras bridges apresentam a vantagem de permitirem a regulagem do diafragma e do obturador. Contudo, o diafragma pode ser fechado até no máximo f/8, o que limita um pouco no momento da fotometria. Essas câmeras também possuem o sensor muito pequeno, dificultando assim fotos com profundidade de campo pequena, ou seja, é difícil fazer aquelas fotos com o fundo desfocado.

Algumas câmeras dessa categoria permitem que fotografemos armazenando os arquivos no formato RAW além do JPG. O formato RAW é considerado o “negativo digital” isso porque, além de armazenar muito mais informação, permitindo uma imagem de melhor qualidade, ele não sofre perda da dados caso alteremos a foto no photoshop. Isso quer dizer que podemos modificar a imagem o quanto quisermos que as informações originais ficarão intactas se quisermos recuperá-las.

As câmeras bridges também são chamadas de superzoom, pois possuem um zoom muito poderoso que só seria conseguido com objetivas muito grandes e cara nas DSLR. Contudo, as bridges não permitem a troca de lentes.

O público alvo dessas câmeras são fotógrafos amadores que querem fazer fotos mais cuidadosas de viagens e passeios. Contudo, para quem quer explorar a fotografia mais afundo, mesmo que seja apenas como hobby, a Escola de Fotografia Áurea Fotográfica recomenda a compra de uma DSLR. Pois na relação custo/benefício, esta última vale mais a pena.

Câmeras DSLR

As câmeras DSLR (digital single-lens reflex) são as mais completas do mercado e apresentam todos os recursos que uma câmera fotográfica pode ter na categoria pequeno formato. Elas podem ser usadas no modo automático, tornando-se assim, tão simples de serem manuseadas quanto uma câmera compacta, quanto podem ser colocadas no modo manual, permitindo que o fotógrafo ajuste os parâmetros de acordo com suas preferências. Além disso, as câmeras DSLR apresentam mais opções de ajustes pré-definidos e um ajuste de ISO mais amplo e refinado, permitindo que se obtenham fotos de qualidade maior mesmo em ambientes escuros. Obviamente, todas as câmeras SLR gravam arquivos tanto no formato JPG quanto RAW.

Outra vantagem das câmeras DSLR é que elas permitem a troca de lentes. Assim, o fotógrafo pode usar uma lente específica para cada situação.

Existem vários modelos de DSLR e elas são divididas em três categorias:

Câmeras de entrada: recebem essa denominação porque geralmente são a opção para quem quer comprar sua primeira DSLR, pelo fato de serem as mais baratas. Contudo, já possuem todos os ajustes necessários. São câmeras menores e mais leves, pois possuem o corpo de plástico. O ajuste de ISO chega em média até 6400, mas apresentando bastante ruído. Possuem sensor com fator de corte, ou seja, menor que o de uma câmera full frame. Essas câmeras são mais destinadas para amadores, mas podem ser usadas normalmente para fins profissionais, como fotografia de aniversários, batizados, ensaios de grávidas, casais e bebês. Exemplo de câmeras de entrada são a T5i, da Canon, e a D3200 da Nikon.

Câmeras “semi-profissionais”: O termo “semi-profissional” deve ser usado com muita ressalva, pois o que determina se uma câmera é profissional ou não é o uso que se dá a ela e não o modelo. O termo foi aqui empregado só para dizer que as câmeras dessa categoria são mais avançadas que as de entrada.

Essas câmeras, possuem o corpo reforçado com uma estrutura de metal por dentro e são mais resistentes à poeira e umidade. São câmeras mais robustas que aguentam o tranco do trabalho diário. Permitem maior ajuste de ISO e apresentam menos ruído em ISO elevado. Possuem melhor processador mais rápido o que garante disparo contínuo com maior número de fotos. Também permitem maior velocidade de obturador e sincronismo de flash. O sensor ainda possui fator de corte, ou seja, é menor que o de uma full frame. Exemplo de câmeras dessa categoria são a 7D, da Canon e a D7100 da Nikon. Essas câmeras são destinadas às pessoas que trabalham profissionalmente com fotografia e amadores com muito dinheiro.

Câmeras full frame: Essas câmeras são as top das DSLR. São grandes, fortes e pesadas. Possuem o sensor maior que o das câmeras citadas anteriormente, por isso geram imagens com mais resolução e qualidade. Possibilitam ajustes elevados de ISO sem a presença marcante de ruído. São destinadas à fotógrafos profissionais. Exemplos de câmeras full frame são a 5D Mark III, da Canon e a D810 da Nikon.

Conclusão

Afinal, qual câmera comprar?

A dica é: se você vai dar a câmera de presente para a sua mãe que não é muito ligada em tecnologia, ou se você está procurando uma câmera só pra tirar fotos do churrasco no fim de semana ou da viagem para a praia, uma câmera compacta está de bom tamanho. Elas são baratas e pequenas, cabem no bolso e não pesam. De qualquer maneira, se você for comprar uma câmera compacta, escolha uma que tenha, pelo menos, ajuste de ISO, balance de branco e de ajuste de exposição (para deixar a foto mais clara ou mais escura).

Se, por outro lado, você está afim de explorar a fotografia um pouco mais, de cultivar esse hobby que é fotografar, mas sem se dedicar com muito afinco, talvez seja o caso de comprar uma câmera bridge.

Agora, se você quer explorar a fotografia em todo o seu potencial, se quer que o limite seja a sua imaginação e não o equipamento e está disposto a gastar pelo menos dois mil reais, então é o caso de comprar uma DSLR. Como dito anteriormente, esta é a sugestão da Áurea Fotográfica caso você esteja decidindo entre um bridge e uma DSLR. Já que na relação custo benefício, vale mais a pena esta última.

Dentre as DSLR a melhor câmera é aquela que o seu dinheiro pode pagar, independentemente se ela é uma câmera de entrada, uma semi-profissional ou uma full frame. Lembre-se: o que importa é o fotógrafo e não a câmera!

A Escola de Fotografia Áurea Fotográfica oferece cursos para todos os tipos de câmeras e todos os níveis de conhecimento. Venha estudar conosco e se aprimorar nesse universo encantador que é a fotografia. Nossos cursos ensinam tanto a manusear corretamente a câmera, aprendendo a fazer todos os ajustes necessários, como também desenvolve o olhar fotográfico nos alunos, para que eles façam fotos mais bem compostas e, consequentemente, mais bonitas. Informe-se mais no site da escola: www.aureafotografica.com.br

Por fim, não importa qual tipo de câmera você quer comprar, a regra é sempre a mesma, não dá pra querer uma câmera super bacana  e barata ao mesmo tempo. Câmeras compactas de 200 reais, por exemplo,  não valem a pena, elas têm muito pouco recurso. Infelizmente, para conseguir uma câmera melhor, é preciso pagar mais. Se o dinheiro estiver muito curto e você quiser uma câmera bacana, uma sugestão é comprar uma câmera usada, pois mais vale comprar uma câmera bacana de segunda mão do que ter que se contentar com uma mais simples só porque é nova.