História da fotografia

Posted in Fotógrafos importantes with tags , , , , , on 26/05/2013 by fotografiafacil

A história da fotografia é interessantíssima e ainda escreverei um post bastante detalhado sobre isso. Mas enquanto isso, disponibilizo aqui alguns vídeos que contam um pouco dessa história. O primeiro vídeo é um documentário do History Channel com 46 minutos de duração, o mais completo que encontrei até agora. Porém, infelizmente, ainda não tão completo quanto eu gostaria.
O segundo vídeo é mais curto, dura somente 9 minutos e conta a evolução da fotografia de modo muito resumido, mas já suficiente para termos uma ideia de como o processo aconteceu. É o documentário indicado pra quem quer uma pesquisa mais rápida e sucinta.
Por fim, o último vídeo mostra uma pequena reportagem sobre Hercules Florence, um francês que morava em Campinas, interior de São Paulo, e descobriu a fotografia isoladamente aqui no Brasil no século XIX. Nenhuma matéria sobre a história da fotografia ficaria completa sem citar este pesquisador. É nesse sentido que o documentário do History Channel peca, apesar de tão longo.
Espero que gostem dos vídeos!

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Caçadores da Alma

Posted in Uncategorized on 01/04/2013 by fotografiafacil

Com direção do premiado Silvio Tendler, a série Caçadores da Alma é uma abordagem da arte da fotografia, reconhecendo seus principais personagens: os fotógrafos e suas obras. Os
diversos episódios apresentam temas que fazem parte da aventura da fotografia no século 21 e dos artistas que encontraram na imagem fixa sua linguagem maior de expressão. Caçadores da Alma confere a relevância da fotografia na construção de um olhar sobre o mundo e, sobretudo, na capacidade de ação e intervenção que ela detém sobre o próprio mundo. Entre os fotógrafos que estão no programa, nomes como Thomaz Farkas, Milton Guran, Walter Firmo, Evandro Teixeira e Custódio Coimbra. A série tem como origem o média-metragem homônimo, dirigido por Tendler no fim da década de 1980. Para acessar a página da série na página da TV Brasil clique aqui.

São ao todo 13 episódios de aproximadamente 25 minutos cada. Prepare-se para se emocionar com essa belíssima coleção de vídeos. Disfrute cada minuto, pois vale muito a pena!

Nas Trilhas da Natureza
Os fotógrafos de natureza falam sobre a construção dos olhares sobre esta paisagem
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 A árvore da fotografia
Avanços tecnológicos transformam os paradigmas da arte fotográfica
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Fotojornalismo, a ética e a caça
Custódio Coimbra, Luis Humberto e Daniel Kfouri são alguns dos fotógrafos em destaque neste episódio
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Fotojornalismo, o risco da profissão
Os perigos e os desafios do repórter fotográfico em busca do registro da informação precisa
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Paisagens humanas
A comunhão entre fotógrafo e fotografado
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Ensaios Fotográficos
O olhar de quem domina a arte da fotografia
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Fotografia aliada a outras artes
Profissionais comentam relação entre imagem e arte experimental
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Retratos da vida
A arte de registrar momentos singulares da vida
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A diversidade visual do campo e da cidade
Fotógrafos retratam a beleza heterogênea das paisagens campestre e urbana
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A arte de retratar a história
Fotógrafos destacam a importância de registrar acontecimentos que narram a trajetória de pessoas e de lugares
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Fotografia e emoção
Os profissionais da lente transmitem na imagem a emoção de fotografar
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Fronteiras da fotografia
Os caçadores revelam a essência singular das obras que ultrapassam fronteiras
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Balanço final
Caçadores exaltam a existência dos festivais neste último episódio da série

Tratamento de pele no Photoshop

Posted in photoshop with tags , , , , , , on 26/03/2013 by fotografiafacil

Tratamento de pele é um dos assuntos mais procurados por quem quer aprender a manusear o Photoshop. A seguir disponibilizo a vocês uma sequência de vídeos apresentados pelo fotógrafo Clício Barroso que mostra o passo-a-passo para se conseguir um tratamento para retrato bastante elaborado. Na minha opinião, o tratamento feito nos vídeos chega a ser exagerado, mas acredito que a intenção era justamente mostrar todas as possibilidades com relação ao tratamento digital para retratos. Por isso mesmo o tutorial é muito bom para aprendermos vários truques e conhecermos todas as etapas para um tratamento de pele perfeito. O Photoshop usado no vídeo é o CS3, portanto pode haver algumas diferenças nas ferramentas caso você tenha uma versão mais avançada do programa. Contudo, o princípio de funcionamento das ferramentas continua o mesmo.

Espero que gostem. Bom proveito!

 

 

 

 

 

Como iluminar pessoas (retrato e beleza)

Posted in Iluminação with tags , , , , , on 27/07/2012 by fotografiafacil

Quando vamos fotografar pessoas, podemos simplesmente fazer um retrato ou, mais especificamente, fazer uma foto para ressaltar a maquiagem ou o penteado. Neste caso chamamos de foto de beleza. Apesar de em ambos os casos estarmos fotografando pessoas, as iluminações mudam um pouco. Na foto de beleza, a iluminação é um pouco mais padronizada, pois tem que iluminar bem o rosto da modelo para evidenciar bem a maquiagem. Já a fotografia de retrato a luz é um pouco mais flexível, permite mais sombras e volumes. Mas isso não quer dizer que não podemos usar uma iluminação de retrato para beleza ou vice versa. Na fotografia tudo é possível dependendo da intenção do fotógrafo.

A seguir, apresento uma série de vídeos selecionados do youtube que mostram esquemas de iluminação de pessoas. São mostrados tanto iluminações específicas para retratos quanto as específicas para beleza. Os vídeos foram colocados numa ordem gradual de complexidade a fim de tormar o post mais didático.

O primeiro vídeo é bem didático e mostra vários tipos de iluminação. Preste atenção nos nomes que o fotógrafo dá para cada esquema de iluminação, pois esses nomes são bastante utilizados no ramo da fotografia.

O próximo vídeo começa com uma explocação teórica sobre o softbox octagonal. Se voc~e não quiser ver essa parte, pule direto para o minuto 3:09 no qual o fotógrafo começa a demonstrar na prática a iluminação de retratos. A primeira dica dele é deixar o softbox o mais próximo possível da modelo, para que a luz seja bem suave. No segundo exemplo, o fotógrafo usa o softbox octagonal como fundo para conseguir um branco puro. Um segundo softbox é usado à frente da modelo para iluminá-la. Um rebatedor completa a iluminação, suavizando as sombras. Note que esse é o esquema chamado de butterfly no vídeo anterior. Esse é o esquema mais indicado para foto de beleza.

O vídeo a seguir mostra um esquema padrão de três luzes para retrato. Esse esquema é muito utilizado e confere um efeito bonito. Portanto, se você não quer errar, use-o. O esquema de três luzes funciona da seguinte maneira: Uma luz principal é colocada à frente, desocada para o lado do modelo, num ângulo de 45º. Uma luz de preenchimento é colocada também à frente do modelo, só que do lado oposto, também à 45º. Essa luz de preenchimento serve apenas para suavizar as sombras provocadas pela luz principal. Portanto, ela deve ter a metade da potência da luz principal. Não deixe a luz de preenchimento na mesma  potência da luz principal porque senão você não terá as variações de luz e sombra necessárias para dar volume ao rosto do modelo. No caso do vídeo é usado apenas um rebatedor branco como luz de preenchimento. Por fim, uma terceira luz é colocada atrás do modelo para criar um contorno e destacá-lo do fundo. Essa contra luz deve estar do lado oposto da luz principal. Veja o vídeo e confira a iluminação.

O vídeo seguinte também mostra o esquema de três luzes para retrato. O vídeo foi colocado aqui apenas para que esse esquema de luz fique melhor explicado, já que se trata de uma iluminação muito utilizada.

O próximo vídeo mostra novamente o modelo butterfly. O vídeo é bem longo e o começo é desnecessário, portanto, não perca tempo e pule logo para o minuto 2:50. O fotógrafo mostra a iluminação clássica para a foto de beleza: a luz butterfly que consiste numa fonte de luz principal frontal um pouco mais acima da cabeça da modelo. No caso, o fotógrafo ao invés de usar um softbox usou um beauty dish que consiste num refletor parabólico com um protetor para a lâmpada. Abaixo da modelo foi colocado um rebatedor prateado. O fotógrafo ainda usou um espelho retangular para iluminar os olhos da modelo.

O último vídeo mostra um esquema de iluminação bastante sofisticado, utilizando cinco fontes de luz. O esquema segue o princípio básico da iluminação butterfly. A luz principal é um beauty dish logo à frente da modelo. Um rebatedor é utilizado abaixo para minimizar as sombras. Dois softboxes são colocados nas laterais, um pouco mais atrás da modelo, para servirem de contra luz e criar um contorno luminoso na modelo. Uma quarta luz é colocada sobre a cabeça da moça e serve para dar brilho ao cabelo. Finalmente, uma quinta lâmpada é direcionada para o fundo para criar um degradê e não deixar a imagem tão chapada.

 

Como iluminar alimentos

Posted in Iluminação with tags , , , , , , on 16/07/2012 by fotografiafacil

Iluminar alimento é muito fácil, basta seguir o seguinte princípio: a luz principal é uma contraluz muito suave, ou seja, grande. Ela vem por trás do alimento e serve para ressaltar o volume, a textura e dar brilho às partes molhadas. Para conseguir essa luz podemos usar uma iluminação natural de uma janela ou usar um grande softbox.

Montada a luz principal, é hora de pensar numa luz secundária, que vai apenas minimizar as sombras provocadas pela luz principal. Essa luz secundária pode estar em um dos lados do alimento ou mesmo iluminá-lo por frente. Ela também deve ser suave, ou seja, provocar sombras com contornos pouco definidos. A luz secundária nem sempre precisa ser uma nova lâmpada, ela pode ser simplesmente um isopor branco ou um espelho que irá refletir a luz vinda por trás do alimento.

Se quiser montar uma iluminação mais sofisticada, então podemos usar uma terceira fonte de luz, essa sim pode ser mais dura, ou seja, ter o contorno da sombra mais definido. Essa terceira luz preferencialmente será colocada em um dos lados do alimento ligeiramente mais atrás dele, para que sua iluminação seja rasante e ressante bem a textura e o brilho dos elementos que compõem a comida.

Ao invés de ficarmos na teoria, vamos à prática. Para isso eu selecionei um conjunto de vídeos que mostra diferentes esquemas de luz. Cada vídeo traz uma especificidade na montagem da iluminação e o conjunto deles dará uma boa noção de como iluminar os alimentos ressaltando suas qualidades e deixando-os com uma aparência bem apetitosa. os vídeos foram colocados em uma sequência que vai desde a iluminação mais simples até à mais complexa. O último vídeo não trata de iluminação propriamente dita, mas traz várias dicas de composição e detalhes que devem ser atentados na hora de fotografar alimentos.

O primeiro vídeo é bastante simples e mostra um esquema básico de iluminação: uma contraluz para criar textura e uma luz lateral para criar volume. Do lado oposto à luz lateral é colocado um rebatedor de papel branco para suavizar as sombras.

O segundo vídeo também é bastante simples e mostra um esquema básico de iluminação usando apenas duas fontes de luz. Uma no fundo para fazer a contraluz e outra à direita do prato. A contraluz dará o brilho necessário à comida e rassaltará a textura do alimento. A luz à direita suavizará as sombras não deixando a foto escura ou contrastada. Observe que para as duas fontes de luz são usados softboxes que deixam as luzes bem suaves.

O terceiro vídeo mostra como iluminar um alimento utilizando flashes dedicados (TTL). Isso é bem bacana, pois esses flashes são bem comuns e acessíveis. Preste atenção que o fotógrafo utiliza o princípio básico da iluminação de alimento, que é uma luz vindo de trás. Para isso isso ele coloca um bloqueador no flash para impedir que a luz atinja diretamente a comida. Assim, o flash ilumina o fundo branco que devolve a luz e ilumina o bolo por trás.

Um segundo flash com uma sombrinha difusora é usado do lado direito para minimizar as sombras formadas na frente da comida.

Quando ele dá um exemplo com o fundo escuro, é interessante notar como ele coloca um guardanapo branco atrás do bolo para realçar os canudinhos que são escuros.

O começo do quarto vídeo mostra apenas a preparação do prato, portanto, se você quiser ver apenas  como é montada a iluminação, pule para o minuto 3:40. o esquema de luz montado pelo fotógrafo é o mesmo mostrado nos vídeos anteriores. O legal do vídeo é que o fotógrafo vai fazendo as fotos experimentalmente e ajustando o que é necessário para que a imagem fique ao seu gosto. Um exemplo, é quando ele aumenta a potência do flash frontal para que as sombras não fiquem tão marcadas.

O próximo vídeo é um pouco longo, porém muito didático. O fotógrafo além de explicar detalhadamente como montou a iluminação, também mostra o cuidado que temos que ter com a preparação da comida, como é o caso de quando ele recheia o bolo com o creme branco.

Quanto à montagem da iluminação, note que ele usa uma grande luz difusa atrás e ligeiramente desçlocada para a esquerda do alimento. Depois ele coloca uma luz pontual à direita para ressaltar a textura do chocolate na fatia do bolo. Ele completa a iluminação colocando um espelho à frente e à esquerda do bolo para iluminar o lado cortado da fatia e minimizar as sombras. Note também que ele coloca um rebatedor branco para criar um reflexo na espátula e não deixá-la tão escura. Esse tipo de reflexo é muito importante nos metais.

O próximo vídeo se inicia com uma entrevista, apenas no minuto 2:57 o fotógrafo mostra como monta a iluminação e faz a foto. Para a iluminação o fotógrafo utiliza um grande softbox sobre o alimento. Essa luz ainda é suavizada com uma tela difusora que pode ser feita de nylon ou papel vegetal. É utilizada uma luz dura atrás, ligeiramente deslocada para a direita para realçar a textura do alimento. Papéis brancos são colocados em toda volta do alimento para rebater a luz e suavizar as sombras.

A partir do minuto 7:35 eles mostram alguns instrumentos utilizados para a preparação da comidaa ser fotografada. Mas o vídeo peca nessa parte, pois eles só comentam sobre esses materiais, mas não mostram como usá-los ou qual o resultado obtido.

O próximo vídeo não é exatamente um tutorial de como montar uma iluminação. O fotógrafo comenta muito rapidamente sobre o assunto, mas as imagens são suficientes para entendermos o processo. O início do vídeo mostra mais a preparação da comida. Apenas no minuto 2:55 é que é mostrado o esquema de iluminação. No minuto 4:55 ele mostra um jeito simples de fotografar um prato visto de cima: monte a mesa no chao! Com isso voc~e pode usar o seu tripé comum.

O vídeo seguinte mostra como a produção da comida deve ser cuidadosa. Cada pedacinho de tomate ou chocolate granulado deve ser cuidadosamente colocado um a um para que a produção fique bem composta e pareça apetitosa. Além disso, eles mostram como pequenos espelhos podem ser usados para iluminar pontos específicos da comida.

Por fim, o último vídeo mostra dicas de como montar a produção de comida, quais pratos usar, como dispor o alimento, uso de utensílios e ingredientes para compor a cena. O audio é em inglês, mas a narradora fala bem devagar, assim, quem tem um inglês intermediário já consegue entendê-la.  É um vídeo cheio de dicas simples que ajuda você a pensar nos diferentes detalhes no momento de fotografar. Uma dica legal é deixar suas fotos bem brilhantes e claras. Isso faz a comida parecer mais fresca e gostosa.

Como iluminar garrafas e copos

Posted in Iluminação, Uncategorized with tags , , , , , , , , , , , , on 04/07/2012 by fotografiafacil

A iluminação de garrafas e copos pode parecer complicada para principiantes, porém, torna-se bastante simples ao utilizarmos o princípio básico da iluminação de objetos de vidro: uma contra luz para iluminar os objetos por trás e ressaltar sua transparência.

A seguir apresento uma série de vídeos selecionados na internet que mostram diferentes maneiras de se fotografar vidro. Cada vídeo traz uma técnica ou dica diferente. No conjunto eles dão uma boa noção de como deve ser montada a iluminação para a fotografia de garrafas, copos e taças.

O primeiro vídeo mostra a técnica da luz rebatida, ou seja, você ilumina o fundo e, como o vidro é transparente, podemos ver o fundo iluminado atrás. Essa é a técnica mais simples e pode ser feita com uma única fonte de luz. O vídeo traz um exemplo para fundo branco e fundo preto. Em ambos os casos, observe como o uso de placas de papel branco ou preto são usadas como rebatedores ou bloqueadores de luz para ressaltar o contorno da taça. Para o fundo preto, o segredo é deixar duas frestas de luz nas laterais da taça.

O segundo vídeo mostra como fotografar um copo de cerveja com fundo escuro. Este continua sendo um exemplo de luz rebatida, porém montada de outra maneira. Neste caso foi utilizado um grande softbox sobre o copo para iluminar a espuma. Depois, para mostrar a transparência da cerveja, foi colocado um pedaço de papel branco ligeiramente inclinado trás do copo. Dessa maneira, o papel refletiu a luz que vinha por cima.

O líquido borrifado no copo para dar a sençaão de transpiração é uma mistura de 50% de água e 50% de glicerina líquida. Ao borrifar essa mistura sobre o copo, tome cuidado de proteger a parte com espuma, pois, teoricamente, essa parte do copo não estaria gelada o suficiente para condensar a água por fora.

O próximo vídeo mostra como fotografar uma garrafa de refrigerante utilizando uma luz direta atrás da garrafa. Neste caso é utilizado um softbox (na verdade um striplight, por ser fino e comprido) que além de mostrar a transparência do vidro também deixa um fundo completamente branco (esse fundo branco uniforme também pode ser conseguido com a luz rebatida já comentada anteriormente). Observe que atrás da contraluz tem um painel preto que vai fazer o contorno preto na garrafa. Conforme você aproxima ou distancia a contraluz da garrafa, você aumenta ou diminui esse contorno. O detalhe para a fotografia dessa garrafa é que é necessário utilizar outras fontes de luz para iluminar o rótulo e fazer aqueles reflexos retangulares brancos que dão volume à garrafa. O líquido usado para fazer as gotículas é a mesma mistura de glicerina e água do vídeo anterior.

O vídeo seguinte utiliza uma televisão como contraluz. É um jeito simples de se conseguir o mesmo efeito obtido com um softbox profissional. O interessante do vídeo é mostrar como a luz se inverte ao atravessar os copos com água. É importante ter isso em mente principalemte na hora de posicionar placas prancas ou pretas atrás dos copos ou garrafas para acentuar seus contornos. O vídeo está em árabe, mas as imagens bastam para entendê-lo.

O próximo vídeo mostra como fotografar uma garrafa mergulhada no gelo. O vídeo também é em árabe e o cara fala muito, portanto não perca tempo assistindo o vídeo inteiro. Veja só o trecho no minuto 1:25 para entender como ele fez a caixa de gelo com um material translúcido. Depois já pule para o minuto 2:15 para entender como a iluminação foi montada. Aqui é outro exemplo de contraluz direta obtida com um softbox embaixo de uma mesa de vidro.

O próximo vídeo mostra uma maneira diferente de fotografar uma garrafa de modo que ela fique bastante brilhante. Para isso o fotógrafo faz um molde vazado no formato da garrafa no painel do fundo da cena e depois ilumina por trás desse molde. Sinceramente, é mais fácil conseguir esse efeito no Photoshop fundindo duas fotos do que fazer essa estrutura toda. Mas o vídeo não deixa de ser interessante e nos apresenta uma mandeira a mais de se conseguir bons resultados com poucos recursos.

O vídeo a seguir mostra como fotografar uma garrafa de vinho. Como as garrafas de vinho tinto não são transparentes, não adianta usar a técnica da contraluz. Nese caso é melhor iluminar a garrafa de lado, mas sempre com uma luz muito difusa. Para isso pode-se usar softboxes, difusores na frente de lâmpadas ou placas de isopor para rebater a luz. No caso do vídeo, o fotógrafo usa uma luz vindo de cima para iluminar a tampa da garrafa e com placas de isopor ele rebate a luz para iluminar os lados. Observe como ele coloca um papel preto na frente do isospor à direita para que apareça só uma fresta dele e o reflexo na taça fique bem fininho. Por fim, o fotógrafo ilumina o fundo de baixo para cima para criar um bonito degradê. Detalhes no fundo sempre enriquecem a foto.

Os dois vídeos a seguir mostram variações de como fotografar bebidas. Tendo aprendido a iluminação básica podemos brincar com diferentes situações. No primeiro vídeo o cara fotografa um copo com aspirina. Atente para o grande softbox à esquerda que cria um reflexo retangular no copo. Para conseguir um reflexo semelhante do lado direito o fotógrafo posiciona uma placa branca à direita ligeiramente mais atrás do copo. Esses reflexos conferem volume ao copo.

No vídeo a seguir é mostrado como fotografar um copo de champanhe com um efeito de faísca. Observe que um grande difusor é colocado à direira da taça para criar um reflexo no vidro. A bebida frizante é iluminada pela vela faiscante posicionada atrás da taça.

Por fim, tendo aprendido os modelos básicos de iluminação de garrafas e copos, é hora de aprender alguns truques. O primeiro vídeo mostra como criar o efeito de uma garrafa gelada. O vídeo é bastante detalhado. Na minha opinião, com uma produção mais simples já se consegue um bom resultado. Portanto, minhas dicas são: para deixar a garrafa translúcida, parecendo gelada, utilize um spray de verniz fosco. Tome cuidado de proteger a borda do copo como o autor do vídeo faz, já que no local da espuma o copo não fica gelado. Depois espirre água com glicerina para fazer o efeito de transpiração. Só com isso já se consegue um bom resultado.

O próximo vídeo ensina três truques diferentes. O primeiro é para deixar o reflexo da garrafa mais translúcido. O procedimento é bastante simples,  basta usar um spray de laquê ou verniz fosco. O segundo truque é para deixar um cortorno branco na garrafa usando uma fita adesiva branca. O último truque consiste em pintar de branco as bordas da taça para que elas se destaquem do fundo preto. Todas as dicas são bem bacanas, por isso vale a pena assistir o vídeo.

Por fim, o último vídeo dá uma dica de como deixar as bolhinhas do refrigerente mais aparentes. Para isso basta arranhar o copo por dentro. Confira:

Enquadramento e recorte da imagem

Posted in Composição e enquadramento with tags , , , , , , , on 27/09/2010 by fotografiafacil

Quando vamos pesquisar sobre enquadramento em fotografia sempre encontramos aquela velha lista de tipos de enquadramendo, tais como: plano geral, plano americano, primeiro plano e plano detalhe. Isso é muito bom quando vamos fazer, por exemplo, um roteiro de um vídeo ou um briefing de uma foto para uma campanha publicitária, pois esses nomes facilitam a conversa entre os profissionais que trabalham nessa área. Contudo, para quem quer apenas aprender dicas de fotografia para o uso no dia-a-dia, essas classificações de enquadramento não servem para nada. O importante neste caso é saber como podemos cortar nossas fotos e, para isso, existem algumas regras simples a serem seguidas. Como em toda regra existe excessão, você pode conseguir boas fotos fugindo das dicas que vou apresentar aqui. Mas, em caso de dúvida, siga o roteiro apresentado neste post e tenha a garantia de não errar no enquadramento.

Recorte do Corpo

 A dica aqui é muito simples: nunca corte o corpo de uma pessoa nas articulações. Ex: joelho, punho, cotovelo, tornozelo, etc. Isso faz a pessoa parecer amputada, maneta, perneta…

Para fugir a essa desagradável sensação a dica é sempre cortar o corpo entre as articulações. Assim, é permitido cortar no meio da perna, no meio da coxa, no meio do antebraço e no meio do braço. É claro que quando eu digo no meio, isso não significa exatamente no meio do membro. Pode ser um pouquinho pra cima ou pra baixo. O importante é nunca ser na articulação.

No caso da barriga, corte acima ou abaixo do umbigo, mas nunca exatamente sobre ele. A mesma regra serve para os mamilos.

Veja os exemplos a seguir, na primeira foto o modelo foi cortado no meio da coxa; já na segunda foto, temos um enquadramento mais ousado, em que a modelo foi cortada em diversos locais. Contudo, observe que em nenhum momento fugiu-se a regra. Os corte foram feitos todos entre as articulações dos membros.

Recorte da cabeça

Existe a ideia de que uma foto bem feita é aquela em que não se corta a cabeça do modelo. Bobagem! Pode-se cortar a cabeça a vontade, desde que se corte nos locais certos. Para isso, a regra é muito simples. Podemos cortar a cabeça nos seguintes locais: topo da cabeça; meio da testa; meio do nariz; entre o nariz e a boca; e meio do queixo. Em outras palavras, só não podemos cortar a cabeça na altura dos olhos e da boca. Veja os seguintes exemplos:

Abaixo temos uma foto muito clássica. Perceba que o corte no topo da cabeça não prejudica a imagem. Contudo, o corte na cabeça só faz sentido se a pessoa estiver enquadrada em primeiro plano, ou seja, preenchendo toda a imagem. Note que nesta foto os ombros também foram cortados. Não teria sentido fotografar a pessoa de corpo inteiro só com o topo da cabeça cortada.

Neste segundo exemplo a modelo foi cortada na altua da testa. A imagem continua bastante natural. De novo, só faz sentido cortar a testa desta maneira se a pessoa estiver enquadrada em primeiro plano.

Neste terceiro exemplo, o enquadramento está bem mais fechado. Perceba que as modelos tiveram seus rostos bastante cortados. Contudo, os olhos e a boca foram preservados.

Neste quarto exemplo já temos um plano detalhe. Não vemos o rosto todo da modelo. Entretanto, perceba que o corte da imagem não foi feito a esmo. O rosto foi cortado no meio do nariz e os braços foram cortados entre as articulações.

Por fim, temos um exemplo de plano bem fechado. A boca até foi cortada no canto esquerdo, mas isso não compromete a imagem, já que a regra de não cortar a boca se refere a cortá-la horizontalmente na linha de divisão dos lábios.

Recorte da cena

 Existe uma diferença enorme entre deixar os objetos da cena aparecerem inteiros na foto ou deixá-los vazarem para fora da imagem. Neste caso não existe certo e errado, tudo depende da intenção que você tem com a foto. No geral, o que posso dizer é que, se tratando de um cenário, o melhor é cortar os objetos que aparecem nos cantos da foto. Assim, temos a impressão de que o cenário continua além da imagem, ou seja, de que ele é grande. Caso contrário, se enquadramos todos os objetos inteiros na foto, fica evidente de que o cenário é só aquilo que aparece, o que pode dar uma sensação de pobreza ou pequenez.

Veja esse primeiro exemplo acima. Perceba que todos os objetos estão cortados: o livro, o abajur, a janela com a cortina e o rapaz dormindo. Isso dá a sensação de que o quarto é grande, de que existem outras coisas fora da foto que não foram mostradas. Ainda temos a sensação de que a mesa sobre a qual está o livro também é grande e que devem existir outros objetos ali além do livro. Além disso, cortar o livro e o abajur, dá a impressão de que esses objetos estão mais próximos e a cena, neste caso, fica dividida em dois planos distintos: o primeiro onde estão os personagens de brinquedo e o segundo onde está o rapaz.

Neste segundo exemplo vemos uma pessoa atacando a geladeira de madrugada. Perceba que nenhum alimento aparece por inteiro na foto com excessão dos potes que estão na porta da geladeira. Cortar os alimentos em primeiro plano faz parecer que tem mais comida na geladeira, que tem tanta comida que nem coube na foto.

Por fim, veja esse exemplo de Pierre et Gilles. O conjunto de rosas que rodeia o modelo se extende para além da foto. Isso faz parecer que existe um número muito maior de flores, porque não sabemos até onde elas vão. Contudo, podemos intuir que, na verdade, as rosas não eram tantas assim, pois não teria necessidade encher o cômodo todo de rosas para tirar a foto, se só com um pouco já conseguimos o efeito desejado apenas com base no enquadramento.

Para finalizar, no momento de fazer o recorte da imagem pense também na harmonia da composição. Para tanto, a regra dos terços é bastante útil.

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